1 32 A imaterialidade no uso de vimes entrelaçada ao cultivo da uva e à elaboração de vinhos ENTRE TRAMAS E VINHOS Graziela Mazzarotto Essa pesquisa é o resultado da dis- sertação apresentada como requisito para obtenção do título de Mestre em História ao Programa de Pós-gra- duação em História – Mestrado Profissional – da Universidade de Caxias do Sul. Área de concentra- ção: Ensino de História. 54 Trabalho de Conclusão de Mestrado submetido à Banca Examinadora designada pelo Colegiado do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Caxias do Sul, como parte dos requisitos necessários para a obtenção do título de Mestre em História, Área de Concentração: Ensino de História: Fontes e Lingua- gens. Linha de Pesquisa: Linguagens e Cultura no Ensino de História. Orientadora: Profa. Dra. Juliane Petry Panozzo Cescon Banca Examinadora: Dra. Juliane Petry Panozzo Cescon - Universidade de Caxias do Sul Dra. Daniela Pistorello - Universidade do Extremo Sul Catarinense Dra. Eliana Rela - Universidade de Caxias do Sul AGRADECIMENTOS Aos meus antepassados, Gio Batta Mazzarotto e Margarida Panizzon, que aceitaram o desafio de atravessar o Atlântico e construir uma nova vida nel paese dela cucagna. Aos meus avós, Luis e Maria Ferrarini Mazzarotto, pelo legado deixado. Aos meus pais, Arcizio e Rosalina Biondo Mazzarotto, alicerce da mi- nha existência, que colocaram em prática o entrelaçamento entre uvas, vimes e vinhos. Ao meu esposo, Valmir José Ecker, que sempre esteve ao meu lado, oferecendo apoio, palavras e um colinho, mesmo sabendo que seria breve. À Natalina Flávia Francisconi, pelas dicas e correções. À Gissely Lovato Vailatti e Taísa Verdi, historiadoras que admiro, pela escuta e pelo empréstimo de fontes. Às Secretarias da Educação, Cultura e Desporto, do Turismo e do Pla- nejamento, por abrirem suas portas e por estarem sempre à disposição de colaborar. À professora Ivanira Falcade, cujos conhecimento e cultura me fizeram ver o quanto o objeto desta pesquisa é inesgotável e universal. Às professoras da Escola Estadual de Ensino Médio São Rafael, espe- cialmente à equipe de gestão: Ana, Elisete, Taísa, Adriane, Cláudia, Giovana, Fernanda e Márcia, muito mais que colegas, amigas-irmãs, que ouviram meus 76 desabafos em momentos de ansiedade, dúvidas e euforia, e que estiveram comigo desde o dia em que acordei e disse: “vou fazer mestrado!”. Aos primos Francisco e Bea, Cláudia e Gazzi, que souberam entender as ausências e que, nos poucos momentos de interação, estiveram sempre com um olhar de significativo apoio. Aos protagonistas da História oral presentes neste texto, que abriram não só suas casas e empreendimentos, mas também seus corações, para con- tar memórias e experiências de vida: Arcizio Mazzarotto, Darci Dani, Feli- pe Bebber, Filipe Panizzon, Luiz Zim, Maria Dal Bó Zim, Carmen Bonatto, Marlene Bonatto Magrin, Rita Fontana, Gianni Casanova, Diego Stefani, Ca- pistrano Basqueroti, Gustavo Scarmin, Valdemar Giachelin, Domingos Ono- rato Bordin. Aos funcionários da Universidade de Caxias do Sul, na pessoa da secre- tária Lisandra Boff de Andrade. Ao corpo docente do Programa de Pós-graduação da Universidade de Caxias do Sul, pelos ensinamentos e palavras de incentivo, apoio e carinho. Gratidão à Eliana Rela pela acolhida, orientação e acolhimento de sempre; ao professor Roberto Radunz, pelo cuidado e por compartilhar seu imenso saber; às professoras Eliana Gasparini Xerri, Vânia Herédia e Katani Maria Monteiro Ruffato, pelas constantes dicas e pelo encorajamento; e finalmente à minha orientadora, Juliane Petry Panozzo Cescon, que, além de ser uma professora e uma artista do restauro de excelência, foi o meu norte para que esta dissertação acontecesse. Gratidão, meus mestres! À banca de qualificação, formada pelas professoras Eliana Rela e Cleu- sa Maria Gomes Graebin, pelos valorosos conselhos. A todas as pessoas que torceram para que este trabalho acontecesse. À presença divina, que sempre esteve guiando minha intuição para es- crever estas linhas que agora serão um legado à comunidade! Bert Hellinger “Atrás de mim estão todos os meus ancestrais me dando força. A vida passou através deles até chegar a mim. E em honra a eles eu a viverei plenamente” 98 Legado não é o que você deixa para pessoas, legado é o que você deixa nas pessoas. É nas mãos do agricultor que acontece o entrelaçamento de vimes, uvas e vinhos; é ele quem promove a materialização desses elementos. Os vi- mes originam obras como os cestos que, por muitos anos, acolheram as uvas que eram tiradas de grandes parreirais nos meses quentes de verão. O mestrado profissional em História tem como proposta o desenvol- vimento de um produto que concretize a cultura imaterial representada na investigação. A ideia é levar à comunidade, de forma abrangente e acessível, o conhecimento plasmado durante o processo de leituras, entrevistas e análi- ses, cujo tema envolve o presente e o passado, e reflete o reconhecimento da comunidade em sua história. A função social de um trabalho de pesquisa é percebida quando o co- nhecimento despertado pelo pesquisador é socializado com seus pares e não somente com eles, senão com toda a comunidade. Devolver esta obra com uma linguagem simples e que oportunize a todos o entendimento do conte- údo é mais do que uma função – é quase um dever com aqueles que são os protagonistas da história nela narrada e que, através de suas memórias, possi- bilitaram traçar o vínculo entre vinhos, uvas e vimes. Escrever sobre esse vínculo se tornou possível especialmente através 1110 do uso da história oral como metodologia, respeitando-se as implicações éti- cas e políticas no resultado. Então, dar um retorno à comunidade por meio do produto, constituído principalmente com base nos relatos oriundos das entrevistas, é uma forma de valorizar e de fazer com que as pessoas escutadas, que não teriam voz se estivéssemos trabalhando com fontes oficiais, se sintam parte da história, coadjuvantes do processo histórico. A contribuição do ensino de história vai além da sala de aula – é social e aberta a qualquer cidadão. O produto desta pesquisa quer proporcionar a construção de uma consciência histórica abrangente, que envolva a comu- nidade local e outras comunidades, e encontre eco na escola. Possibilitar o acesso a esse conteúdo em aulas, pode gerar boas conversas e até mesmo novas pesquisas, especialmente sabendo que o assunto é aberto ao trabalho de habilidades contidas nas matrizes de referência da Educação Básica, que dialogam com a realidade dos estudantes, desenvolvendo uma consciência histórica naqueles que são os potenciais multiplicadores dos saberes e fazeres presentes na própria localidade. O material desenvolvido como produto desta pesquisa de mestrado profissional em História, que tem como área de concentração o Ensino de História, e como linha de pesquisa as Linguagens e a Cultura no Ensino de História, é um material didático acessível por meio de um QR Code, que será apresentado durante uma exposição temática à comunidade. Nele, as informações sobre patrimônio cultural material e imaterial, a história local e o entrelaçamento entre uvas, vimes e vinhos poderão ser acessados, numa proposta de educação continuada. O material será lançado durante um encontro no Casarão dos Vero- nese, espaço histórico da cidade de Flores da Cunha. Depois desse evento, o QR Code que dá acesso ao conteúdo poderá ser encontrado nos sites insti- tucionais da Prefeitura Municipal de Flores da Cunha e em totens presentes nos espaços públicos, como na Praça da Bandeira, localizada na área central da cidade. Na exposição, serão divulgadas, além dos conceitos principais en- volvidos neste trabalho, a instrumentalização para políticas de preservação cultural, e a localização das vinícolas e casas de artesãos do vime de Flores da Cunha. A realização da exposição acontecerá em parceria com os agricultores e artesãos e com as vinícolas locais que participaram deste trabalho, momento em que terão a devolutiva de suas histórias orais. Duas artistas plásticas locais foram convidadas para representar a iconologia relacionada ao tema. O produto foi uma construção que partiu de várias possibilidades e encontrou na exposição temática uma forma de reverenciar o patrimônio cultural material e imaterial envolto no mundo das uvas, vimes e vinhos. Sa- lienta-se que esses produtos fazem parte da identidade local e do contexto histórico-cultural e social do município de Flores da Cunha, atribuindo senti- do de pertencimento aos entrevistados envolvidos no tema, mas não só a eles, como também a toda a comunidade que ainda subsiste desses elementos. O tema é atual, visto que as pessoas se identificam com essa cultura e procuram preservá-la, a seu modo, para a perpetuação e transmissão de sua história para as gerações que os seguem. A relevância do espaço para a história do município está em consonân- cia com os objetivos desta dissertação. O Casarão dos Veronese é o primeiro e único bem histórico tombado pelo IPHAE. Os demais bens históricos tom- bados de Flores da Cunha estão respaldados por leis municipais. O Casarão dos Veronese é mantido pela Prefeitura Municipal. O produto coroa este trabalho de pesquisa e valoriza, especialmente, as pessoas que contribuíram com as linhas dedicadas à história oral – os agricul- tores Arcizio Mazzarotto, Gustavo Scarmin, Domingos Bordin, os enólogos Felipe Bebber e Darci Dani, o empresário Filipe Panizzon e os artesãos Luiz e Maria Zin e Valdemar Giachelin, todos de Flores da Cunha. De Santa Ca- tarina, o empresário Capistrano Basquerotti. Da Itália, o casal Rita Fontana e Gianni Casanova, entrevistados quando em visita à Flores da Cunha, e o agricultor Diego Stefani, entrevistado via WhatsApp. A exposição temática é um retorno social para a comunidade, que pos- sui sua história econômica alicerçada no trabalho agrícola, utilizando as uvas, vimes e vinhos como elementos preponderantes. Para explicitar essa propos- ta, a seguir será apresentada a metodologia de implementação da exposição, baseada no curso “Para fazer uma exposição da Escola Nacional de Adminis- tração Pública” e no livro “Caminhos da Memória para fazer uma exposição”, escrito por Maristela dos Santos Simão, Kátia Bordinho e Lúcia Valente. ENTRE TRAMAS E VINHOS – EXPOSIÇÃO TEMÁTICA I. Apresentação O produto como legado do estudo sobre o entrelaçamento de uvas, vimes e vinhos encontra-se em consonância com as propostas para trabalhos 1312 de conclusão de curso sugeridas pela CAPES, segundo “o 3º parágrafo da alínea IX do Artigo 7º” que oportuniza ao estudante um universo de possibi- lidades, para além da dissertação (RADUNZ, 2015, p. 151). Também está de acordo com a linha de pesquisa escolhida, que sugere estabelecer: [...] diálogos entre a historiografia e outros artefatos culturais, que compreen- dem diferentes suportes de linguagens, tais como programas televisivos, revistas de história, literatura, internet, entre outros meios que (re)produzem o conhe- cimento histórico. [...] Outras instâncias colaboram para fazer emergir visões sobre o passado e se constituem como locus das aprendizagens em história. As tecnologias de comunicação e informação e, as mídias evidenciam-se tanto na produção do conhecimento histórico, como em sua difusão social. Mais informações em: UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL. Programa de Pós-Graduação em História (página web de apresentação). Disponível em: https://www.ucs.br/site/pos-graduacao/formacao-s- tricto-sensu/historia/linhas-de-pesquisa/. Acesso em: 22 nov. 2022. 37 37 A educação não se faz apenas nas instituições de ensino, mas na sua extensão – família e comunidade – como uma necessidade de interligar os co- nhecimentos formais ao conhecimento de mundo. A ligação academia-comu- nidade torna o produto do Mestrado Profissional em História de relevância sociocultural, especialmente para o ensino da história local. Nele serão socia- lizados conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano coletivo, ressaltando a sociedade como a protagonista que constrói a história guardada nas memórias, nos saberes e fazeres de cada família, atribuindo sentido de pertencimento e de preservação. O produto é uma forma de devolver o resultado das trocas realizadas nas entrevistas às pessoas que apoiam a preservação da memória e que em- prestam sua voz e seu trabalho para deixar vivo o patrimônio cultural material e imaterial de que consiste o entrelaçamento de vimes, uvas e vinhos em Flo- res da Cunha, despertando o sentido de identificação para seguir preservando a História. II. Objetivo Geral: Oportunizar à comunidade florense o contato com o objeto de pesqui- sa desta dissertação de mestrado, visto que forma parte da identidade local e regional, e retribuir a colaboração dos entrevistados, que se envolveram especialmente na constituição deste trabalho. I. Objetivos específicos: a) Identificar o entrelaçamento de uvas, vimes e vinhos como elemento constitutivo da identidade cultural da Flores da Cunha. b) Mostrar aos visitantes a importância da preservação e salvaguarda do patrimônio cultural imaterial, presente nos saberes e fazeres do povo. c) Indicar instrumentos para políticas de preservação do patrimônio material e imaterial, levando em consideração a concepção de Smith (2006), de que todo o patrimônio é primeiramente intangível. III. Justificativa: A exposição temática Entre tramas e vinhos justifica-se por levar à comunidade uma proposta de educação patrimonial vinculada aos elementos identitários enfocados neste trabalho, qualificando socialmente o que há de mais necessário para a preservação de um patrimônio: a consciência histórica. O patrimônio legitima o significado do passado e é uma forma de rei- vindicação da identidade alicerçada a partir das memórias que, por sua vez, são evocadas pela história oral, uma metodologia que produz fontes históri- cas importantes para a produção da narrativa histórica. Aprender a reconhecer o patrimônio como imaterial antes da materia- lidade também faz com que haja a ligação do humano aos saberes e fazeres. Alguém que pensa e interage com objetos e costumes e que dá origem a ar- tefatos, monumentos, memórias que se tornam herança vivificada através do patrimônio cultural. Quando as pessoas se enxergam na constituição do patrimônio, per- cebendo-o como parte inerente de suas vivências, voltam-se à preservação e conservação, no sentido de salvaguardá-lo. O ensino da história é propulsor dessa consciência de preservação que privilegia o estudante com momentos de interação com a própria identidade, fazendo-o consciente da importância de preservar sua história espelhada no patrimônio cultural. IV. Local: Casarão dos Veronese O Casarão dos Veronese foi escolhido como local pela viabilidade do espaço. O auditório destinado para esse tipo de encontro possibilita que se faça a exposição aliada a um momento de conversa sobre o assunto. A aces- sibilidade do público e os itens de segurança estão em consonância com as normas vigentes no município. A seguir, pode-se ver um esboço da planta baixa do espaço: 1514 Figura 36 - Planta Baixa das salas térreas do Casarão dos Veronese. A exposição acontecerá nas salas que ficam no térreo do Casarão, con- forme demonstra a figura 26, nos espaços A e B. O espaço C servirá para a socialização entre os visitantes. A disposição de cada item da exposição pode ser observada no mapeamento a seguir, que contempla as quatro salas dispo- nibilizadas à exposição. V. Duração A exposição acontecerá de 15 a 30 de maio de 2024, durante os feste- jos do centenário de emancipação do município de Flores da Cunha. Depois desse período, ficará à disposição do acervo, podendo acontecer em outros momentos, de acordo com a programação do Casarão dos Veronese. Os ar- tefatos tomados de empréstimo, assim como as obras das artistas plásticas e objetos dos artesãos, serão devolvidos logo após a desmontagem. VI. Acervo O acervo utilizado para a exposição inclui os materiais encontrados durante a pesquisa, no contato com os moradores locais entrevistados. Cestos de vimes, cesteleto, pipas de madeira (barricas) e as obras das artistas plásticas convidadas – Ritamar De Venz Francescatto, que possui telas sobre o tema uvas, vimes e vinhos (Figura 38), e Terezinha Finger Fiorio, que usou vinho como tinta para as pinturas (Figura 39). Além desse material, o próprio local oferece objetos que servem ao objetivo desta exposição, visto que dialoga com o tema da dissertação. VII. Orçamento A exposição terá a duração de quinze dias, com apresentação e troca de experiências no dia da abertura, conforme previsão no cronograma de desenvolvimento apresentado no Quadro 1. VIII. Equipe A criação, o desenvolvimento e a montagem de uma exposição requer o envolvimento de mais de uma pessoa. Para que essa exposição aconte- ça, a equipe será formada pela autora, Graziela Mazzarotto, sua professora orientadora, Juliane Petry Panozzo Cescon, e por funcionários das Secretarias Municipais de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação e de Edu- cação, Cultura e Desporto, através da Subsecretaria de Cultura, em função Figura 37 - Distribuição dos materiais da exposição no Casarão dos Veronese. 1716 Figura 38 - Obras da artista plástica Ritamar De Venz Francescatto Figura 39 - Obras da artista plástica Terezinha Finger Fiorio. de que o local é gerido por ambas. As artistas plásticas convidadas, Ritamar e Terezinha, também participarão da montagem, visto que são experientes na montagem de exposições e permitirão que obras e artefatos estejam em harmonia e de acordo com a proposta do evento. IX. Planejamento da exposição: Os recursos que fazem parte da composição de uma exposição temá- tica podem ser visuais, sonoros, táteis, olfativos e/ou gustativos. No caso da exposição desse produto de Mestrado em História, serão utilizados objetos e textos narrando a inter-relação entre uvas, vimes e vinhos, o aroma, através de aromatizadores, dispostos nas salas de exposições e músicas que reverenciem a cultura relembrada, estimulando os cinco sentidos dos visitantes que farão o seu percurso apresentando a interatividade entre sujeito e objeto, no sentido de identificar-se como o seu eu histórico. A comunicação visual será feita com o uso de banners, cartazes e apre- sentação de imagens projetadas, a fim de levar ao conhecimento do público Quadro 1 - Cronograma Orçamento Montagem Data da exposição Desmontagem Avaliação Material de di- vulgação: banner com informa- ções gerais da exposição, con- vites, cartazes, QR Code: R$ 5.500,00 Divulgação nos meios de comu- nicação locais (Jornal O Flo- rense e rádio So- laris) R$ 3.500,00 05/05/2024 a 14/05/2024 15/05/2024 a 30/05/2024, durante os festejos do centenário do município. Dia 15/05/2024: abertura a convidados com bate-pa- po sobre o assunto. 31/05/2024 a 06/06/2024 07/06/2024 a 08/06/2024 1918 a pesquisa sobre o tema e sua re- levância histórico-social e cultural para a comunidade na qual está in- serida. O QR Code será introduzi- do nesse contexto, a fim de divulgar o resultado da pesquisa histórica. Na entrada haverá um texto de abertura que contará, através de um pequeno resumo, o que o visi- tante poderá encontrar na exposi- ção, como o modelo da Figura 41. Ao final deste, será apresentada a ficha técnica com o elenco das pessoas que se envolveram na execução da exposição. Figura 40 - QR Code, com material da pesquisa. Figura 41 - Modelo de cartaz para exposição temática. Também será disponibilizado, na saída, o Livro de visitantes, para que o público possa deixar um registro da visita e/ou uma mensagem sobre o acervo visitado. Durante os quinze dias da exposição, não será necessário realizar ma- nutenção significativa além da limpeza e do zelo com os objetos expostos. X. Divulgação A divulgação acontecerá nas redes sociais da autora e da Prefeitura Municipal, no jornal O Florense e na Rádio Solaris, ambos da cidade de Flo- res da Cunha. Também serão feitos convites pessoais aos entrevistados, às instituições de ensino de Flores da Cunha e a identidades ligadas à cultura, como a Associação de Amigos do Museu e Arquivo Histórico Pedro Rossi, a Associação Amigos de Sospirolo e o Circolo Vicentini di Flores da Cunha. Na imagem da Figura 42, há uma prévia do convite a ser enviado. Figura 42 - Convite para a exposição. 2120 O convite também estará disponível para acesso por QR Code: Figura 43 - QR Code para o convite à exposição. XI. Avaliação A avaliação reflete a interpretação do olhar do público segundo sua interação com a exposição e suas conclusões, a partir de suas histórias de vida e conhecimentos prévios. É o momento de perceber se a exposição desempe- nhou seu papel de desacomodar o olhar e as ideias. Durante a exposição, os visitantes terão acesso ao Livro de Visitantes e a uma avaliação sistemática, com perguntas objetivas, como forma de co- municação de suas experiências em contato com os artefatos expostos, que seguem em consonância aos objetivos do produto desta dissertação. A avalia- ção será opcional e caberá a cada um respondê-la ou não. Será oferecida no formato físico, em que o visitante poderá responder no local, em uma folha a ser distribuída no final da visita, ou no formato virtual, através de perguntas objetivas e subjetivas, no aplicativo Google Forms (Apêndice N), em que o visitante poderá acessar por meio do QR Code disponibilizado junto ao Livro de Visitantes (disponível também na Figura 44). Figura 44 - QR Code de acesso à avaliaçã da exposição. Após a desmontagem da exposição, haverá o momento de verificar os resultados, unindo as informações do questionário e o registro de presença no Livro de Visitantes. Avaliar as impressões do público permitirá afirmar o que ficou como legado cultural para a construção de sua consciência históri- ca. A partir dessa ideia, será verificado o sentido da salvaguarda dos saberes e fazeres expostos nesta dissertação, verbalizado pelos visitantes através de suas respostas, que servirão de embasamento junto com a dissertação, para propor que seja inventariado o patrimônio imaterial ligado ao entrelaçamento de uvas, vimes e vinhos para o registro oficial como bens culturais de natureza imaterial. Quadro 2 - Roteiro para a construção da exposição. 2322 “Il contadino le il pi bel mistério che ghene em questo mondo” Diego Stefani Conhecer a história local é o primeiro passo na preservação de seu passado. O sentimento de pertencimento e a valorização do espaço ocupa- do pelas pessoas que são os sujeitos de sua transformação é o que move o interesse de guardar as memórias que formam a identidade constituinte do patrimônio. Ao revisitar os objetivos propostos no início desta dissertação, que eram relacionar o processo de formação de uma memória coletiva com a constituição da identidade local percebida no patrimônio cultural, pode-se perceber o quanto os fragmentos do passado e do presente evocados pelos participantes da pesquisa estão em consonância com o modo pelo qual se deu a construção da identidade. Com base nas características incrustadas pela imigração italiana que ainda se perpetuam nos costumes, nos jeitos de falar e nas relações patriarcais, nota-se um sentimento de pertencimento que os faz identificar-se antes como italianos e, depois, como brasileiros, mesmo sendo nascidos no Brasil. O entrelaçamento com as origens europeias no cultivo da uva, na ela- boração de vinhos e no uso de vimes foram observados não somente nas pesquisas bibliográficas, mas principalmente nas histórias de vida relatadas através da pesquisa de história oral, constituindo fontes importantes que mui- to contribuíram com a pesquisa, trazendo uma linguagem própria para com- por uma narrativa do local. O objetivo geral desta dissertação, que pretendia conscientizar para a 2524 preservação da cultura imaterial, especialmente aquela relacionada ao pro- cesso de confecção de cestarias e uso do vime em diálogo com a elaboração de vinhos e produção de uvas no município de Flores da Cunha, conduziu à investigação de um problema mais elementar, ou seja, o de saber se a comuni- dade local reconhecia os saberes e fazeres relacionados à elaboração do vinho, ao cultivo da uva e produção de cestarias de vimes como patrimônio cultural imaterial e, por conseguinte, como bens de preservação. Conversando com agricultores do interior do município de Flores da Cunha/RS, concluiu-se que, atualmente, o uso de vimes para amarração se verifica apenas nas propriedades que ainda mantêm alguns vimeiros de pro- dução própria e, mesmo nesse caso, apenas nas parreiras mais novas ou para aquelas cujo caule é muito grosso e a máquina com o plástico não consegue amarrar. A relação entre vimes, uvas e vinhos acontece há muito tempo e, em um primeiro olhar, parece laboriosa. No entanto, basta um contato mais pró- ximo com o contexto atual e histórico de produção vitivinícola em Flores da Cunha para identificar ligações familiares que permeiam essa prática, gerações que realizam as mesmas tarefas e, através das memórias herdadas, seguem deixando legados a ela vinculados. A imaterialidade presente nessa interação se traduz no patrimônio cultural encontrado nas propriedades vitivinícolas da região da Serra Gaúcha. Durante muito tempo, uvas, vimes e vinhos tiveram uma relação de sincronicidade. Até o dia em que o agricultor passou a ter acesso às novidades da tecnologia, o que trouxe facilidades, rapidez e um processo com custos menores, desde o formato do plantio até uso de equipamentos que otimizam o tempo de produção. Desde a Revolução Agrícola, ocorrida há milhares de anos, o homem do campo esteve ligado aos ciclos da natureza, respeitando e honrando cada broto, cada fruto, cada colheita. Percebe-se isso nas lendas, na religiosidade, nas festas. Os estudos científicos vieram para transformar a vida de quem, a cada avanço, vê a possibilidade de ofertar maior quantidade de produtos, em menos tempo e com menos dependência de mão de obra. Esta pesquisa conclui que uvas, vimes e vinhos, apesar das mudan- ças recentes na agricultura da Região de Colonização Italiana no Brasil, são elementos que não podem ser vistos de forma separada, uma vez que um está diretamente vinculado ao outro, histórica e culturalmente. Comungam de um sincretismo presente nas memórias da maioria dos entrevistados, que verbalizaram a importância da continuidade do uso de vimes nos parreirais como forma de preservação de uma dinâmica afetuosamente recordada pelos participantes. Assim, a história oral se constituiu como uma importante via, socia- lizando conhecimentos e trocas de experiências entre os indivíduos da pes- quisa. As tradições orais, quando divididas com o grupo, criam um sentido de pertença e ajudam a constituir a identidade coletiva a partir de memórias individuais. Dar sentido à existência a partir dos signos, experiências e pos- sibilidades que permeiam as relações sociais é uma maneira de construir a história local. Nas falas dos entrevistados, ficou evidenciado ainda o sentido de pre- servação da imaterialidade contida nos saberes e fazeres perpetuados pelos seus ancestrais, autores desse patrimônio cultural, que busca valorizar mais a si e às produções. É perceptível a sensação de estar perdendo um pouco de si, com a introdução de outras matérias-primas, como o plástico e o arame, em substituição aos vimes. Isso se repete no caso das pipas, que antigamente eram de madeira e agora são de aço inoxidável , o que desperta nos entrevis- tados uma preocupação quanto à herança também desse patrimônio. Os entrevistados deixam transparecer sua relação com a perpetuação do ofício dos vimes, desde o plantio e os cuidados com os vimeiros até a pro- dução artesanal de objetos que são destinados para várias finalidades, como cestos, luminárias, pergolados, vasos, cadeiras, sofás, berços, poltronas, entre outros. Os agricultores entrevistados verbalizaram que ainda mesclam vimes e outros materiais como plásticos e arames para amarrar os ramos das parreiras. Para colher a uva, o vime foi totalmente substituído pelo plástico, assim como no acondicionamento da uva para depois seguir até a cantina. Das caixas de plástico utilizadas na colheita e que substituíram o cesteleto, a uva é colocada em caixas maiores (antigamente eram cestos de vimes maiores), e depois le- vadas até o trator, que substituiu a slita. Na vinícola, as uvas são esmagadas por máquinas modernas, mais ágeis, e que separam o líquido da casca e do engaço, sem espremer demais, evitando tornar o vinho ácido e com outros sabores, aumentando a qualidade e man- tendo a padronização do produto. O processo é o mesmo de antigamente. No entanto, os materiais usados hoje são fruto da evolução tecnológica e do aparecimento de novos produtos e máquinas, o que facilitou a produção, aliando o custo e o benefício ao tempo. Nas entrevistas surgiram, por vezes, falas que ilustraram a passagem do uso da madeira para o uso do aço inoxidável na elaboração e armazenamento de vinhos. (N.d.A.) 38 38 2726 Já os artesãos de Flores da Cunha verbalizaram que gostariam de pas- sar adiante seus conhecimentos, mas que há pouco interesse em aprender, por ser um trabalho manual que requer força braçal, com processo de pro- dução demorado e sem perspectiva de altos ganhos. Sorte diferente tiveram os artesãos que passaram a empreendedores em Rio Rufino, Santa Catarina, município conhecido como a capital do vime no Brasil. Esse local apresenta uma experiência de sucesso com relação à produção de artesanato em vimes, com uma diversidade de artigos que acabou por trazer um novo sentido para o uso de vimes e à economia local. Entre tramas e vinhos ressalta a importância da história local através das memórias das pessoas que relatam orgulhosas seus saberes e fazeres, seus desafios, inserindo-se na história local como sujeitos pertencentes à identi- dade que constitui o patrimônio cultural. Não raro, os participantes verba- lizavam a necessidade de preservar suas histórias para deixar uma herança cultural para as gerações que ainda virão. A propósito, a salvaguarda do patrimônio passa pelas histórias conta- das de pai para filho, que, através de suas memórias, transmitem os ensina- mentos de como fazer os trabalhos manuais, o respeito e a inclusão dessas formas de fazer em uma sociedade que busca cada vez mais rapidez nos pro- cessos. Essa transmissão de saberes de geração para geração, buscando vín- culos entre o local e seu patrimônio histórico, distingue uma cidade da outra e constitui sua identidade, que precisa ser preservada para que haja sentido de pertencimento. Percebe-se uma lacuna quanto a pesquisas anteriores, em relação à cul- tura relacionada aos vimes e à atividade vitivinícola do município de Flores da Cunha, especialmente identificada após a leitura dos trabalhos citados na dissertação, que mostraram seu foco de pesquisa na Região do Vale dos Vi- nhedos. O município de Flores da Cunha é mencionado, porém não se de- senvolve uma narrativa capaz de atribuir a ele a devida importância, já que conta com o título de maior produtor de vinhos do Brasil, conforme dados já mencionados. Além de registrar os saberes e fazeres da cultura imaterial, estabelecendo um diálogo entre o uso de vimes, o cultivo da uva e a elabora- ção de vinhos, esta investigação como pesquisa acadêmica abre possibilidades para novos estudos com foco no município. Ressalta-se ainda que, durante as pesquisas de campo e bibliográficas e nas entrevistas, percebeu-se a participação de mulheres nessa seara que por muitos anos foi apenas masculina. Desde o trabalho no plantio e o cuidado com as videiras, na elaboração de vinhos, na enologia, como sommelier, no cuidado e beneficiamento dos vimes, na produção artesanal, as mulheres se destacam e o público feminino, outrora relegado a segundo plano, vem cres- cendo e se fazendo perceber sensivelmente. O entrelaçamento de uvas, vimes e vinhos pode ser sentido na prática durante as entrevistas de história oral e nas propriedades agrícolas revestidas de parreirais, transformando a paisagem a cada estação. Nessas mesmas pro- priedades, os porões das casas reservam artefatos, muitas vezes ainda em uso, que exalam histórias de gerações que viveram ali. Em lugar de destaque, há a pipa e o vinho, sempre à espera de sugerir encontros, alegria e festa, promo- vendo a socialização entre familiares, amigos e turistas. Nas saudades daqueles que têm um legado familiar relacionado à sin- cronia entre os três itens explorados aqui, fica a contribuição desta pesquisa e as lacunas para novos desafios acadêmicos. Espera-se despertar a curiosidade dos que se identificam com os saberes e fazeres do seu lugar de origem, com o patrimônio material e imaterial constituído pelas memórias individuais e coletivas dos grupos que coexistem nesse espaço e buscam sua salvaguarda a partir do sentimento de pertencimento. Nas memórias herdadas, as famílias ainda preservam muito das histó- rias reveladas por esta dissertação, que deixará como herança, ainda, o pro- duto do mestrado acadêmico em História: uma exposição temática e o lança- mento de um material, acessível por QR Code a toda a população. Nele, serão disponibilizadas apresentações de conceitos-chave desta pesquisa, como me- mória, identidade, patrimônio cultural material e imaterial, além de discussões sobre sua salvaguarda e a proposta de como se pode fazer para preservar um bem eleito pela comunidade como patrimônio cultural. Encerra-se na expectativa de que o legado deste trabalho desenvol- va ainda mais a pesquisa local com embasamento científico, e de que sejam acrescentados, aos bens comunitários oficiais, outros elementos do patrimô- nio material e imaterial. Dentre estes, cita-se o uso de linhas em trabalhos de crochê e macramê e a culinária, por exemplo, que, como os elementos abrangidos por esta pesquisa, sejam motivo de inspiração para futuras ações de preservação cultural. 2928 REFERÊNCIAS ALBERTI, Verena. Histórias dentro da História. In: PINSKY, Carla Bassanezi (Org.). Fontes históricas. 2. Ed. São Paulo: Contexto, 2006, p. 155-202. ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz. 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