Potencial anti-hiperglicêmico do extrato de Connarus suberosus planch. em modelo experimental de diabetes mellitus induzido por estreptozotocina
Fecha
2025-03-17Autor
Picolotto, Aline
Orientador
Silva, Sidnei Moura e
Metadatos
Mostrar el registro completo del ítemResumen
O Diabetes Mellitus (DM) é uma das doenças crônicas mais prevalentes do século XXI, afetando aproximadamente 537 milhões de adultos em todo o mundo, com projeções de alcançar 780 milhões de casos até 2045. A busca por alternativas terapêuticas que promovam o controle glicêmico e reduzam os danos oxidativos associados ao DM tem se intensificado nos últimos anos. Nesse contexto, a investigação de compostos bioativos derivados de plantas tem se mostrado uma estratégia promissora para o manejo e a prevenção de complicações decorrentes da doença. Dentre as espécies vegetais presentes em diferentes biomas do mundo,
com potencial anti-hiperglicêmico, destaca-se a família Connaraceae, a qual, temos um histórico de trabalhos anteriores, iniciando em 2015 com a Rourea cuspidata. Desde então, foram conduzidos trabalhos com outras quatro espécies, provenientes de vários biomas brasileiros, com destaque para Connarus suberosus, uma planta originária do cerrado, que demonstrou resultados promissores. Este trabalho teve como principal objetivo avaliar a atividade anti-hiperglicêmica do extrato aquoso de C. suberosus em ratos diabéticos induzidos por estreptozotocina. Os resultados demonstraram que o tratamento com o extrato, ao longo de
28 dias, promoveu significativa atividade anti-hiperglicêmica, além de efeitos protetores nos parâmetros renais, mantendo níveis de ureia e creatinina semelhantes aos de animais não diabéticos. Adicionalmente, o extrato apresentou benefícios no perfil lipídico, no estresse oxidativo e nas complicações hepáticas, atribuídos às suas propriedades antioxidantes e antiinflamatórias de seus compostos bioativos. Este trabalho também inclui uma revisão abrangente sobre as espécies da família Connaraceae, publicada em 2021 na Journal of Ethnopharmacology, e uma patente depositada no INPI (registro BR 102021016273-2-A2), que indica o uso de extratos dessa família no controle do DM. Os achados reforçam o potencial de C. suberosus como um recurso terapêutico promissor para o tratamento do Diabetes Mellitus. [resumo fornecido pelo autor]
