Autotranscendência como mediadora do processo psicoterapêutico para mulheres vivendo com fibromialgia
Datum
2025-12-02Autor
Ferrari, Rafaela de Cesaro
Orientador
Godoy, Rossane Frizzo de
Metadata
Zur LanganzeigeZusammenfassung
A fibromialgia caracteriza-se pela manifestação de dor generalizada proveniente de músculos e tendões, acometendo predominantemente mulheres. Os principais sintomas provocados pela síndrome são cansaço excessivo, distúrbios do sono, ansiedade e depressão. A convivência com a fibromialgia implica lidar com a consciência da dor e suas repercussões, por isso a indicação de psicoterapia é pertinente para oferecer possibilidade de elaboração da individualidade, para além da patologia. Diante deste contexto, a logoterapia oportunamente propõe uma perspectiva que supera as dimensões afetadas pela fibromialgia. Logo, adentrar o processo psicoterapêutico e especialmente o mecanismo de autotranscendência faz-se útil para potencialização do percurso, tendo em vista a possibilidade de desvio da autocentralidade através da realização de sentido. O presente trabalho tem o objetivo de identificar possíveis contribuições da autotranscendência para o processo psicoterapêutico de mulheres vivendo com fibromialgia. Para isso, buscou-se descrever Fibromialgia, apresentar os impactos psicossociais desta, caracterizar processo psicoterapêutico e conceituar autotranscendência, ambos segundo Logoterapia. O trabalho utilizou método de delineamento qualitativo, de modo a favorecer a compreensão do objeto, e caráter exploratório para ampliar a familiaridade do fenômeno e permitir elaborar a articulação proposta. As fontes utilizadas foram livros de acervo próprio e da instituição sobre logoterapia, e artigos científicos das plataformas Scielo e Portal de Periódicos da CAPES, cujos descritores foram: autotranscendência e logoterapia, processo psicoterapêutico e logoterapia, sofrimento e logoterapia. Para instrumentalização desta pesquisa foram utilizadas fichas bibliográficas contendo a síntese de ideias advindas de cada fonte, possibilitando assim a posterior interligação dos assuntos. O procedimento adotado para referencial de análise foi a síntese integradora, almejando construir um entendimento ao encontro do problema de pesquisa. Os resultados obtidos apontam para a autotranscendência e autodistanciamento como capacidades a serem exploradas no percurso logoterapêutico, sendo ambos recursos antropológicos fundamentais e essencialmente humanos. Enquanto abordagem psicoterapêutica, a logoterapia preconiza sobretudo as potencialidades humanas, entendendo o ser humano ser livre e responsável pelo seu autodirecionamento. A logoterapia enxerga o ser humano como um ser sobretudo espiritual, contendo uma cosmovisão peculiar diante da qual cada pessoa está vinculada a uma missão a ser cumprida, a qual é única e intransferível. Dessa forma, é justamente diante de um sofrimento inevitável que o indivíduo é direcionado a responder à vida, partindo da integração de significados de vivências e do sofrimento, os quais são explorados a partir de reflexão consciente. O percurso psicoterapêutico em logoterapia tem como objetivo último o encontro autônomo de sentido, tendo o psicoterapeuta como guia desta exploração interior, permeado por valores, ética e moralidade. A partir deste estudo concluiu-se que a autotranscendência, associada à técnica derreflexão, contribui no sentido de embutir um senso humanitário, o qual, fundamentado pela visão logoterapêutica, potencializa perspectivas futuras e permite autorrealização como consequência. [resumo fornecido pelo autor]
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- Psicologia - Bacharelado [292]
