Educar em direitos humanos no município de Caxias do Sul/ RS: as experiências de militantes negras

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Data
2026-01-26Autore
Ribeiro, Rúbia Hoffmann
Orientador
Streck, Danilo Romeu
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A presente pesquisa busca investigar como a sistematização de experiências de mulheres negras militantes de movimentos sociais pode contribuir para uma Educação em Direitos Humanos na cidade de Caxias do Sul - RS. A pesquisa participante aqui proposta quer aprender com as experiências de luta coletiva de mulheres negras de um movimento feminista e de um movimento negro da cidade, para enriquecer as reflexões e práticas da educação em direitos humanos a partir dos saberes do feminismo negro. Essa investigação se situa na tensão entre igualdade e diferença do discurso dos direitos humanos, sobretudo porque pensa a realidade local e sua prática de tornar invisíveis grupos diversos que compõem o território, principalmente a população negra, em detrimento de uma memória dominante da imigração italiana. Compreende-se os movimentos sociais como espaços educativos em direitos humanos, e que por isso oferecem elementos para descolonizar nossas reflexões teóricas e nossas práticas políticas e pedagógicas para uma educação em direitos humanos, onde o respeito à diversidade e o posicionamento antirracista e antissexista são questões basilares. A partir dos pressupostos do diálogo, da relação teoria e prática, e da participação coletiva na construção de conhecimentos, opta-se pela metodologia da sistematização de experiências, com base na obra de Oscar Jara Holliday. Busca-se, nesta pesquisa, articular a diversidade étnico-racial ao projeto de educação em direitos humanos. São referências teóricas os trabalhos de Nilma Lino Gomes, Bell Hooks, Achille Mbembe, Frantz Fanon e Neusa Santos Souza. Para contribuir com as etapas de análise da sistematização foi utilizada a análise de conteúdo de Bardin (2012). A sistematização das experiências de mulheres negras em Caxias do Sul amplia o entendimento dos direitos humanos e da militância, reafirmando a dimensão prática e interseccional necessária à educação em direitos humanos. Constata-se que, por meio de múltiplas estratégias e linguagens, suas ações têm difundido uma cultura de luta antirracista capaz de descolonizar a educação em direitos humanos desenvolvida em diferentes organizações, sobretudo nos movimentos sociais. [resumo fornecido pelo autor]
