Comparação social nas redes: efeitos na formação da identidade na adolescência
Fecha
2025-12-08Autor
Martiny, Fabíola Luana
Orientador
Conte, Raquel Furtado
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A adolescência constitui uma fase de intensas transformações biopsicossociais e de busca por pertencimento, em que a construção da identidade se apresenta como tarefa central do desenvolvimento humano. Nesse contexto, as redes sociais digitais configuram-se como espaços privilegiados de visibilidade e interação, mas também de comparação social, fenômeno que pode impactar a autoestima, a imagem corporal e o autoconhecimento. O presente trabalho tem como objetivo geral investigar os efeitos da comparação social, mediada pelas redes sociais digitais, na formação da identidade de adolescentes. Como objetivos específicos, busca apresentar os fundamentos da teoria da comparação social, caracterizar as dinâmicas das redes digitais e discutir os processos identitários próprios da adolescência. O estudo adota delineamento qualitativo, descritivo e exploratório, com base em uma revisão integrativa da literatura, realizada em bases de dados da CAPES e complementada por obras clássicas da Psicologia. Foram identificados 38 estudos, dos quais 9 atenderam aos critérios de inclusão, organizados por meio de fichas de leitura e analisados segundo o referencial de análise temática. Os resultados foram agrupados em quatro temáticas principais: influência das redes sociais na construção da identidade adolescente; comparação social e satisfação com a imagem corporal; autoapresentação e interação em comunidades virtuais; e estratégias, intervenções e implicações práticas. As evidências indicam que as redes sociais funcionam como "espelhos digitais" que tanto favorecem o pertencimento e a autoexpressão quanto intensificam vulnerabilidades emocionais, especialmente ligadas à comparação ascendente e à validação externa. Conclui-se que a comparação social digital é um fenômeno ambivalente, que pode promover tanto riscos quanto possibilidades de crescimento pessoal, dependendo da mediação familiar, educacional e social. O estudo evidencia lacunas quanto à escassez de pesquisas de acompanhamento ao longo do tempo e de estudos que considerem diferentes contextos e grupos sociais, como gênero, classe e origem cultural, apontando a necessidade de novas investigações que explorem intervenções psicoeducativas e estratégias de literacia digital voltadas à promoção da saúde mental e da identidade autêntica dos adolescentes. [resumo fornecido pelo autor]
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- Psicologia - Bacharelado [302]
