Associação entre transtorno depressivo maior e doenças cardiovasculares: uma revisão sistemática

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Data
2025-12-17Autore
Mello, Edson da Costa
Orientador
Colombo, Rafael
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A depressão é considerada uma doença psiquiátrica que envolve um distúrbio crônico e recorrente do humor que leva ao desenvolvimento de alterações psicomotoras e cognitivas secundárias. É sabido que, mediante mecanismos ainda desconhecidos, existe uma íntima relação entre os transtornos depressivos e o desenvolvimento de doenças cardiometabólicas. Com isso, está revisão sistemática tem por objetivo realizar uma análise das informações presentes na literatura que relacionem os mecanismos biológicos do transtorno depressivo maior com o surgimento de doenças cardiovasculares. A questão de pesquisa foi desenvolvida através do PECOS determinando 'Qual a relação existente entre transtorno depressivo maior e doenças cardiovasculares?". A busca foi realizada utilizando apenas artigos na língua inglesa e publicados nos anos 2022 - 2025. As evidências encontradas na literatura apontam que existe uma relação entre ambas as condições, por meio de mediadores que participam da progressão ou transição do TDM para DCV. As mudanças fisiológicas do TDM aumentam o estresse oxidativo, disfunção endotelial, hipotiroidismo, hiperatividade dos eixos simpatoadrenal e pituitário-adrenal, risco de coagulação sanguínea e diminuição da circulação de células endoteliais progenitoras. As emoções negativas presentes no TDM são fatores com potencial para estimular o sistema nervoso simpático e, consequentemente, aumentar as concentrações de catecolaminas, e moléculas pró-inflamatórias como proteína C reativa, IL-6 e TNF-α. Notamos que a dificuldade de elucidar os mecanismos que relacionam ambas as condições se devem a uma complexa interação entre fatores químicos, neurológicos, moleculares, biológicos, fisiológicos, comportamentais e sociais que obstaculizam sua completa compreensão. [resumo fornecido pelo autor]
