Bem-estar no trabalho de agentes funerários

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2021-06-24

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No mercado de trabalho são desempenhadas as mais diversas profissões, algumas consideradas de maior prestígio e outras são vítimas de preconceitos em função da natureza da atividade. Um exemplo é a de agente funerário, função permeada por um dos maiores tabus da vida humana: a morte. Apesar da morte ser uma condição inerente à nossa existência, o cuidado com o corpo morto acaba sendo delegado a esses profissionais, que limpam, maquiam, reconstituem, vestem e providenciam todos os preparativos para as cerimônias de despedida. Os agentes funerários organizam salas de velório, ornamentam urnas, conduzem o sepultamento, auxiliam em serviços administrativos, na obtenção de documentos e acolhem famílias. As tarefas que executam e a existência da sua profissão em si trazem consigo a percepção da finitude do ser humano, o que acaba causando desconforto para a sociedade. O presente estudo tem como objetivo geral identificar as características do contexto de trabalho que interferem no bem-estar do agente funerário e possíveis intervenções do psicólogo. Os objetivos específicos são os seguintes: caracterizar o contexto de trabalho de agentes funerários, caracterizar o ofício de agentes funerários, sistematizar os conhecimentos sobre bem-estar no trabalho e identificar as possíveis intervenções do psicólogo no contexto do trabalho funerário. Para o desenvolvimento deste trabalho, foi realizada uma pesquisa bibliográfica do tipo qualitativa, com cunho descritivo e exploratório, utilizando a análise de conteúdo, como referencial para a análise. Dentre os resultados, no que diz respeito ao ofício de agente funerário, foi identificado que sua rotina se configura dentro de cinco principais tarefas: atendimento a famílias, remoção e preparação do corpo, organização do velório e do sepultamento. No seu contexto de trabalho, a rotina é imprevisível, esses profissionais são expostos a cargas emocionais, riscos químicos, biológicos, mecânicos e ergonômicos; além disso, também sofrem preconceito da sociedade em função do contato com o corpo morto. Todavia, o agente funerário ao ressignificar a morte e ao se perceber como um cuidador, experencia satisfação, comprometimento e envolvimento com o trabalho, o que pode lhe promover maior bem-estar no trabalho. Dentre as possíveis intervenções da Psicologia: é proposta a promoção de estratégias para gestão de pessoas e um espaço para diálogo, assim como: cursos, workshops, supervisão, plantão psicológico e psicoterapia. [resumo fornecido pelo autor]

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