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Submissões Recentes

  • Formação inclusiva de gestores : liderança e anticapacitismo no mundo do trabalho
    (2025-12-12) Balen, Leticia Montanari Carra; Valentini, Carla Beatris
  • Eu sou a bixa que vos fala! Diálogos e devaneios sobre gêneros, sexualidades e outras formações possíveis
    (2025-12-18) Luz, Rudson Adriano; Carbonara, Vanderlei
    Esta tese está vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Caxias do Sul, à Linha de Pesquisa História e Filosofia de Educação e ao Grupo de Pesquisa Educação, Filosofia e Multiplicidade na Contemporaneidade. Tem como objeto de discussão as temáticas relacionadas aos gêneros, às sexualidades e suas implicações na formação humana. Diante disso, parte do seguinte objetivo geral: investigar como os conceitos de anormal, abjeto, monstro e diabo operam como dispositivos para problematizar a formação humana fora de uma perspectiva heterocisgênera, por meio de uma pesquisa teórica na área da Filosofia da Educação, estruturada a partir a partir de dois pressupostos assumidos e três dimensões investigativas complementares entre si. O primeiro pressuposto assumido é a persistência de uma concepção de formação humana que se constituiu como heterocisnormativa. Esse pensamento está na estrutura da nossa sociedade ocidental, contribuindo, sobremaneira, para a criação do anormal (Foucault, 2010), do abjeto (Butler, 2023), do monstro (Preciado, 2022) e do diabo (Oliveira, 2020) dos gêneros e das sexualidades. O segundo pressuposto diz respeito ao fato que não há natureza quando falamos sobre gêneros e sexualidades, mas processos de naturalização de uma norma heterocisgênera, o que se justifica a partir de Preciado (2022a; 2022b), Foucault (2010), Butler (2019; 2022; 2023) e Oliveira (2020). Uma vez assumidos esses pressupostos, esta investigação orienta-se para um primeiro movimento conceitual, que é a análise do conceito de anormal, apresentado por Michel Foucault (2010). O segundo movimento conceitual visa analisar como o conceito de anormal (Foucault, 2010) se articula com o de abjeto (Butler, 2023), de monstro (Preciado, 2022) e de diabo (Oliveira, 2020). Por fim, a pesquisa avança para um terceiro movimento conceitual, que é, a partir dos conceitos supracitados, assumir a ideia de desnaturalização dos gêneros e das sexualidades, dialogando sobre os caminhos para contestar a heterocisgeneridade como norma, pensando, assim, em outras narrativas que possam contribuir com uma formação humana não heterocisnormativa. A partir de pesquisa teorética das obras de Michel Foucault (1972, 1986, 1987, 1999, 2006, 2010, 2021a, 2021b, 2021c, 2121d e 2025), Judith Butler (2018a, 2018b, 2019a, 2019b, 2022, 2023 e 2024), Paul B. Preciado (2011, 2018, 2020a, 2020b, 2022a, 2022b e 2023), Megg Rayara Gomes de Oliveira (2018, 2019, 2020 e 2023) e outras pessoas pesquisadoras da área de gêneros e sexualidades, a pesquisa organizou-se em três partes: a primeira parte, intitulada "notas sobre a bicha que quer falar", possui os capítulos 1 (considerações iniciais) e 2 (sobre a constituição dos anormais dos gêneros e das sexualidades); já, a segunda parte, intitulada "os diálogos e os devaneios", possui os capítulos 3 (diálogos com Foucault e Butler), 4 (diálogos com Foucault e Preciado) e 5 (diálogos com Foucault e Oliveira); por fim, a terceira parte, intitulada "outras formações possíveis - resistências", possui os capítulos 6 (por outros projetos formativos possíveis) e 7 (uma desordem no discurso). [resumo fornecido pelo autor]
  • Entre crítica, crise e contradição: uma análise do caráter não funcionalista da teoria crítica do capitalismo de Nancy Fraser
    (2026-02-23) Miola, Caroline Peres; Taufer, Felipe
    Esta dissertação investiga a teoria crítica do capitalismo desenvolvida por Nancy Fraser, tomando como eixo central a relação entre crise, crítica e contradição em seus escritos recentes. Parte-se do diagnóstico de que, após a crise financeira de 2008, Fraser passa a conceber o capitalismo como uma ordem social institucionalizada marcada por contradições estruturais entre economia e seus planos de fundo não econômicos - política, reprodução social e natureza - cujas tensões se expressam sob a forma de tendências de crise. O objetivo do trabalho é examinar em que medida essa sua concepção de capitalismo aproxima sua teoria de um modelo funcionalista de crítica, tal como sugerido por Rahel Jaeggi, ou se, ao contrário, preserva um núcleo normativo capaz de sustentar uma crítica imanente do capitalismo. Para isso, a pesquisa adota método reconstrutivo-analítico, com exame sistemático das obras recentes de Fraser, especialmente Capitalismo em Debate e Capitalismo Canibal, em diálogo crítico com seus principais interlocutores, sendo eles: Jürgen Habermas, Karl Polanyi e Rahel Jaeggi. Inicialmente, explicita-se o potencial crítico do conceito de crise na tradição da teoria social, evidenciando sua ambiguidade entre diagnóstico histórico e julgamento normativo. Em seguida, analisa-se a definição ampliada de capitalismo proposta por Fraser e, como forma de dissecar a sua gênese, analisa-se as apropriações críticas que a autora faz das teses do duplo movimento de Karl Polanyi e da colonização do mundo da vida de Jürgen Habermas, em diálogo com a noção fraseriana de canibalização. Logo após, o trabalho concentra-se nos conceitos de contradição e crise em Nancy Fraser. Estes, por sua vez, são examinados, primeiramente, a partir de seus vocabulários gerais para, em seguida, serem explicitados em suas respectivas dinâmicas interdomínios relativas às dimensões da reprodução social, natureza e política, somadas aos seus comportamentos em níveis temporais e espaciais no capitalismo. Por fim, examinam-se os diferentes sentidos de funcionalismo mobilizados por Rahel Jaeggi e Jürgen Habermas , a fim de avaliar a pertinência da objeção dirigida à autora. Como resultado, demonstra-se que, embora Fraser mobilize elementos de análise funcional ao explicar as condições de reprodução do capitalismo e suas crises, sua teoria não se reduz a um diagnóstico de déficits sistêmicos, pois permanece orientada por uma normatividade historicizada e politicamente situada, vinculada às lutas sociais e à crítica das formas de dominação que bloqueiam a participação democrática. Conclui-se que a teoria crítica do capitalismo de Nancy Fraser não incorre no funcionalismo estrito atribuído por Jaeggi, nem em um modelo idêntico de diferenciação funcional habermasiano, mas configura uma forma de teoria crítica que articula diagnóstico estrutural, historicidade e potencial emancipatório. [resumo fornecido pelo autor]
  • Pedagogias dos pontos de cultura : a práxis educativa no cotidiano da educação não escolar - Caxias do Sul/RS
    (2025-12-11) Ruppental, Marcus Vinícius Comandulli; Stecanela, Nilda
    A pesquisa, desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Caxias do Sul, Linha de Pesquisa História e Filosofia da Educação, Grupo de Pesquisa Observa, entre os anos de 2024 e 2025, buscou investigar de que forma se desenvolve a práxis educativa no cotidiano de Pontos de Cultura, a partir da relação entre as intencionalidades e as metodologias presentes na educação não escolar. Teve como objetivos específicos a intenção de: a) analisar de que forma emergem e são sistematizados os conteúdos presentes nos processos educativos; b) identificar as dimensões da cultura, do território e do cotidiano como elementos constitutivos da práxis educativa em Pontos de Cultura; c) analisar a implementação de uma Política de Estado (Lei da Cultura Viva) e sua relação com os processos de ensino e aprendizagem desenvolvidos pelas instituições; d) sistematizar as metodologias e conteúdos presentes nos Pontos de Cultura situados no campo da educação não escolar. A pergunta orientadora da pesquisa partiu da seguinte indagação: como se constitui a práxis educativa presente nos Pontos de Cultura, organizações que compõem o campo da educação não escolar? Diante do questionamento foi desenvolvida uma abordagem qualitativa, utilizando como método o estudo de caso comparado, no qual, a construção e a interpretação dos dados se deu por meio da análise documental e entrevista com coordenadores, educadores e educandos. O Estudo de Caso Comparado seguiu as orientações de Lesley Bartlett e Frances Vavrus. A análise textual discursiva considerou a abordagem de Roque Moraes e Maria do Carmo Galiazzi. Por sua vez, a fundamentação teórica articulou entrelaçamentos vindos das produções dos seguintes autores: Paulo Freire, Conceição Paludo, Carlos Rodrigues Brandão, Maria da Glória Gohn, Jaume Trilla, Almerindo Janela Afonso, dentre outros. Também foram acessados legislações e documentos, respectivamente, a Lei Nacional de Cultura Viva e o estatutos. Entre as principais contribuições decorrentes da pesquisa está o desenvolvimento do conceito de Pedagogias dos Pontos de Cultura, que possibilitou avançar para uma conceituação que pudesse identificar as especificidades presentes nos processos educativos desenvolvidos em instituições certificadas, dialogando com conceitos presentes na formação do campo da educação não escolar. [resumo fornecido pelo autor]
  • Análise das novas políticas tarifárias estado-unidenses e suas consequências na OMC
    (2025-12-04 00:00:00) Fagundes, Kelly Maciel; Vieira, Guilherme Bergmann Borges
    Este estudo examina as consequências das novas políticas tarifárias dos Estados Unidos, especialmente sob Donald Trump, e suas implicações para a Organização Mundial do Comércio (OMC). O trabalho tem como objetivos (a) identificar o papel da OMC na solução de controvérsias comerciais, (b) descrever o papel dos Estados membros nessas disputas, (c) analisar o histórico recente dos EUA em controvérsias na OMC e (d) projetar possíveis mudanças no sistema de resolução de disputas diante da nova política comercial estadunidense. Parte-se do entendimento de que a OMC é o principal mecanismo regulador do comércio internacional, ao promover a resolução de conflitos com base em regras multilaterais. Entretanto, medidas unilaterais adotadas pelos EUA - como aumento de tarifas, retirada de acordos e acusações de práticas desleais contra países como a China - fragilizam princípios centrais como a não discriminação e o tratamento da nação mais favorecida. A pesquisa, de caráter qualitativo exploratório, foi conduzida por meio de entrevistas com especialistas. Os resultados mostram que, embora a OMC permaneça essencial ao sistema multilateral, enfrenta desafios que reduzem sua eficácia, como a paralisação do Órgão de Apelação, o acesso desigual aos mecanismos de solução de controvérsias e o comportamento unilateral dos EUA, reforçando a urgência de reformas estruturais. [resumo fornecido pelo autor]

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