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  • Sociedade 5.0 e dimensão social da sustentabilidade: análise da percepção dos participantes em experiências turísticas com intencionalidade histórico-cultural
    (2026-10-23) Sartoretto, Marivania Lucia; Mecca, Marlei Salete
    A Sociedade 5.0 propõe uma concepção de sociedade centrada no ser humano, na qual a ciência, a tecnologia e a inovação são orientadas à resolução de problemas sociais e à promoção da qualidade de vida e do bem-estar. Essa abordagem apresenta aproximações com a dimensão social da sustentabilidade, especialmente em aspectos relacionados à centralidade humana, à inclusão, à participação, ao desenvolvimento humano e às relações entre pessoas, comunidades e territórios. O turismo foi definido como campo de investigação a partir de experiências turísticas com intencionalidade histórico-cultural. A partir dessa delimitação, formulou-se a seguinte questão de pesquisa: quais são as percepções dos participantes de experiências turísticas com intencionalidade histórico-cultural acerca de aspectos associados à dimensão social da sustentabilidade e à Sociedade 5.0? A presente pesquisa teve como objetivo analisar a percepção de participantes de experiências turísticas com intencionalidade histórico-cultural acerca de aspectos associados à dimensão social da sustentabilidade e à Sociedade 5.0. Caracterizada como exploratória e descritiva, com abordagem quantitativa, a investigação envolveu a construção de dez dimensões analíticas resultantes da articulação entre Sociedade 5.0 e dimensão social da sustentabilidade. A partir dessas dimensões, foi desenvolvido um instrumento composto por 30 afirmações organizadas em escala Likert de cinco pontos. A coleta dos dados foi realizada com participantes de experiências turísticas com intencionalidade histórico-cultural realizadas em Caxias do Sul (RS). Os dados foram tratados por meio de estatística descritiva, contemplando medidas de tendência central (médias e medianas), medidas de dispersão (desvios padrão), além de distribuições de frequências absolutas e percentuais e análises comparativas. Os resultados evidenciaram níveis elevados de concordância nas dez dimensões analíticas investigadas, destacando-se as maiores médias em Centralidade humana e dignidade (4,86), Participação e cocriação (4,80) e Inclusão, diversidade e equidade (4,77). Os participantes reconheceram contribuições das experiências para a compreensão da história e do território, a valorização cultural e o fortalecimento do sentimento de pertencimento. Também identificaram os recursos digitais como instrumentos de apoio às experiências e ao atendimento das necessidades humanas, em consonância com a perspectiva da Sociedade 5.0. Por sua vez, a dimensão resiliência e adaptabilidade apresentou a menor média (4,08) e a maior dispersão das respostas. A pesquisa contribui para o aprofundamento das discussões sobre a articulação entre esses referenciais no turismo, além de apresentar uma possibilidade metodológica para a investigação quantitativa das percepções relacionadas à Sociedade 5.0 e à dimensão social da sustentabilidade, com potencial de adaptação a diferentes contextos de investigação. [resumo fornecido pelo autor]
  • As facções brasileiras e a as ameaças à segurança pública
    (2024-06-25) Borges, Luiza Tomaz; Pereira, Gisele Mendes
    Este trabalho aborda o tema das facções brasileiras e suas ameaças à segurança pública. O estudo investiga as origens, estruturas, estratégias e impactos dessas organizações criminosas no cenário nacional. Através de uma abordagem interdisciplinar, que incorpora conceitos da sociologia, criminologia, política e direito, busca-se compreender as raízes profundas desse fenômeno e suas consequências para a sociedade brasileira. O surgimento das facções está intrinsecamente ligado a fatores como desigualdade socioeconômica, exclusão social e falhas no sistema penitenciário. Essas organizações, marcadas por estruturas hierárquicas e flexibilidade operacional, exercem controle territorial em diversas regiões do país, impondo sua própria ordem através da violência e do domínio do mercado ilegal. Os impactos das atividades das facções na sociedade são significativos, incluindo o aumento da violência urbana, o tráfico de drogas e a desestabilização das instituições democráticas. As políticas de segurança pública adotadas pelo Estado brasileiro têm enfrentado desafios na contenção do avanço das facções, evidenciando a necessidade de uma abordagem mais ampla e integrada que enfrente as causas estruturais do problema. Nesse sentido, são apontadas recomendações para o desenvolvimento de políticas públicas eficazes de prevenção e combate ao crime organizado, incluindo a promoção da inclusão social, o fortalecimento das instituições democráticas e o combate à corrupção. A construção de um futuro mais seguro e justo para todos os brasileiros requer um compromisso firme e coordenado de todos os setores da sociedade. [resumo fornecido pelo autor]

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