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Submissões Recentes

  • Dimensão social de ESG no pavilhão gastronômico da Festa da Uva de 2024
    (2026-07-07) Moureira, Thaís Seganfredo; Steiner, Vera Lúcia
  • O Stalinismo em Caxias do Sul: uma análise da atuação do Sindicato dos Metalúrgicos (1993-2010)
    (2026-08-31) Vieira, Bruno Carsten; Lucas, João Ignácio Pires
    Em um momento de aprofundamento das inúmeras contradições que compõem o modo de produção capitalista, torna-se cada vez mais urgente a busca por uma resposta que aponte para sua superação. Essencialmente baseado na acumulação incessante de capital, o capitalismo não é capaz de oferecer uma solução às contradições econômicas, políticas, sociais e ambientais postas por ele mesmo. Contudo, discutir uma alternativa que leve à sua superação é uma tarefa extremamente complexa, uma vez que passa pela necessidade de reestruturação da esquerda, em nosso país e no mundo. Após o impacto devastador que o colapso do "socialismo real" teve sobre ela, essa tarefa depende de um exame crítico, autocrítico e radical de sua atuação nos últimos cem anos. Fragmentada nas mais diversas correntes ideológicas (stalinismo, reformismo, luxemburguismo, trotskismo), a esquerda que reivindica o marxismo não será capaz de dar uma resposta à crescente barbárie capitalista enquanto não identificar os erros cometidos no passado, buscando superá-los. A partir da análise da grande experiência revolucionária que a humanidade testemunhou, iniciada em 1917, é necessário que reconheçamos, criticamente, os limites que determinadas linhas políticas contém e que levaram à derrota acachapante de 1991. Por isso, trata-se de uma tarefa imprescindível ao avanço da esquerda as reflexões científicas e radicais sobre o stalinismo, corrente hegemônica na esquerda mundial em todo o século passado. Se tivermos como horizonte a possibilidade de superação revolucionária e definitiva do capitalismo, a análise crítica dos fundamentos do stalinismo talvez seja o mais importante debate que a historiografia possa fazer no século XXI. Caxias do Sul é, historicamente, uma fortaleza dessa vertente ideológica. Atualmente, em 2026, parte significativa dos sindicatos da cidade é controlada pelo Partido Comunista do Brasil, braço tradicional do stalinismo no país. Dentre esses sindicatos, temos o mais importante da cidade: o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas de Caxias do Sul e Região. É amplamente reconhecida a importância central que o operário fabril possui na tarefa histórica de superação do capitalismo, uma vez que a libertação do operariado da exploração patronal somente é possível como libertação de toda a sociedade. Essa importância é potencializada em Caxias, onde se localiza um dos maiores polos metalomecânicos do país, com uma categoria metalúrgica altamente concentrada e com amplo histórico de resistência. Dominando o Sindicato desde 1993, cabe perguntarmos: o PCdoB fez avançar a consciência de classe da categoria? Os stalinistas conseguiram, em alguma medida, fazer o operário fabril da cidade avançar de classe em si para uma classe para si? Partindo da compreensão de um sindicato como uma ferramenta que possibilita a autoconsciência histórica de uma categoria, convertendo-se em um ambiente onde o ensino de história se faz possível, mesmo de maneira não-institucional, o Sindicato dos Metalúrgicos contribuiu para que a categoria compreendesse a si mesma historicamente? Responder a estas perguntas, procurando entender a atuação do grupo político que hegemoniza o Sindicato há mais de três décadas, à luz de sua ideologia, o stalinismo, é a tarefa central desta pesquisa. Como veremos, ao estar preso às concepções e práticas stalinistas, o Sindicato não conseguiu escapar completamente à cooptação promovida pela reestruturação produtiva, terminando por travar o avanço da consciência da categoria. Não temos a pretensão de realizar, aqui, um estudo seminal. Mas buscamos uma contribuição, mesmo que mínima, ao debate de reestruturação da esquerda brasileira. [resumo fornecido pelo autor]
  • Espaços de refúgio: mediação literária no ensino de português como língua de acolhimento (PLAc)
    (2026-06-18) Viapiana, Simone; Ramos, Flávia Brocchetto
    Partir implica, quase sempre, deixar para trás não apenas um lugar, mas afetos e referências que a memória insiste em guardar. Nas últimas décadas, trajetórias de deslocamento humano se intensificaram, colocando milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade social, cultural e linguística. No Brasil, esse cenário se traduz na chegada crescente de migrantes e refugiados, para quem aprender o português representa não apenas uma necessidade comunicativa, mas condição de acesso a direitos, participação social e reconstrução de seus projetos de vida. É nesse contexto que o ensino de Português como Língua de Acolhimento (PLAc) se consolida como campo de pesquisa e de educação comprometido com a humanização. A presente pesquisa, vinculada ao Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade de Caxias do Sul (PPGEdu/UCS) e orientada pela questão ?Como a mediação literária, no contexto do ensino de PLAc, pode se instaurar como experiência formativa humanizadora para estudantes-migrantes, considerando suas trajetórias de deslocamento e condições de vulnerabilidade??, situa-se nesse campo ao ter sido realizada com estudantes-migrantes participantes de um curso presencial de PLAc. Em busca da resposta a essa questão, tem como objetivo geral compreender como a mediação literária, no contexto do ensino de PLAc, constitui-se como experiência formativa humanizadora para estudantes-migrantes, considerando os sentidos produzidos a partir de suas trajetórias de deslocamento e condições de vulnerabilidade. Para tanto, o estudo percorre três caminhos complementares: a) contextualizar o campo do PLAc, situando seu desenvolvimento e suas especificidades no contexto brasileiro como espaço de ensino para estudantes-migrantes; b) desenvolver, com o grupo de participantes, experiências de mediação literária a partir de textos da literatura brasileira; e c) interpretar os sentidos formativos produzidos nas experiências de mediação literária, considerando as trajetórias de deslocamento e vulnerabilidade dos participantes. O referencial teórico ancora-se na perspectiva da educação dialógica e humanizadora, no direito à literatura como espaço simbólico de refúgio, e nos fundamentos do PLAc. Trata-se de uma pesquisa-intervenção de abordagem qualitativa, que compreende a construção de conhecimento como indissociável da transformação das práticas investigadas. A empiria foi produzida por meio de registros em diário de campo e gravações das sessões. A intervenção envolveu sete estudantes-migrantes de nacionalidades cubana, mexicana, venezuelana e colombiana, em um curso de 60 horas-aula, com corpus composto por um capítulo de romance, crônicas e poemas brasileiros. A compreensão dos dados orientou-se pela leitura interpretativa, identificando núcleos de sentido emergentes das manifestações do grupo em resposta à mediação literária. Os resultados evidenciaram que a mediação literária em contexto de PLAc constitui-se como espaço de refúgio simbólico e de experiência formativa humanizadora, favorecendo processos de elaboração simbólica, reconstrução identitária e projeção de futuros possíveis, o que sugere que o ensino de PLAc se fortalece e se humaniza quando enriquecido por uma dimensão estética. Esse encontro possibilitou que os participantes, por meio da conexão com os conflitos e personagens, compartilhassem suas histórias de vida, abrindo caminho para a elaboração simbólica dos lutos e traumas do deslocamento, a reconstrução identitária e cultural e a projeção de futuros possíveis em narrativas de esperança e pertencimento. [resumo fornecido pelo autor]
  • Detecting at-risk students for dropout: a comparative study of longitudinal vs. aggregated data models
    (2026-06-22) Luza, Bruno Borges; Adami, André Gustavo
    A evasão estudantil no ensino superior representa um desafio global crítico e multifacetado, com impactos significativos para os estudantes, as instituições de ensino e a sociedade. As abordagens tradicionais de monitoramento e intervenção frequentemente apresentam limitações para capturar a complexidade e os sinais precoces associados ao processo de evasão. Nesse contexto, o Aprendizado de Máquina tem se consolidado como uma abordagem promissora para a identificação precoce de estudantes em risco de evasão, embora sua aplicação prática exija o enfrentamento dos desafios inerentes aos dados educacionais. Com base em uma base de dados longitudinal, na qual cada estudante é representado por múltiplas amostras correspondentes aos semestres cursados, este trabalho compara duas abordagens de modelagem: (1) a representação longitudinal original e (2) uma representação agregada, em que cada estudante é representado por uma única amostra. Os resultados demonstraram uma melhoria relativa de 10,22% na área sob a curva de Precisão-Recall (AUPRC). Além disso, verificou-se que o balanceamento dos dados não proporciona ganhos de desempenho e, em alguns casos, resulta na redução da performance dos modelos. Os resultados sugerem que, embora os classificadores sejam robustos ao desbalanceamento de classes, a forma como os estudantes são representados permanece como um desafio fundamental. Por fim, a interpretação do modelo por meio do SHAP evidenciou a importância do processamento adequado de variáveis numéricas e categóricas e identificou os principais fatores associados à evasão, tornando o modelo uma ferramenta prática de apoio à tomada de decisão institucional. [resumo fornecido pelo autor]
  • O cotidiano na coluna social do Pioneiro : uma análise cultural comparativa entre os anos de 1970,1990 e 2020 com base na desconstrução, de Jacques Derrida
    (2026-08-13) Lovison, Caroline Foss; Gomezjurado Zevallos, Verónica Pilar
    Esta pesquisa realiza uma análise comparativa de aspectos culturais inscritos na coluna social do jornal Pioneiro, de Caxias do Sul, nas décadas de 1970, 1990 e 2020, tomando como referência os conceitos de escritura e de rastro propostos por Jacques Derrida. O estudo busca investigar de que maneira esses conceitos contribuem para evidenciar as mudanças culturais presentes na coluna social e justificar a mútua influência entre veículo de comunicação e sociedade. A pesquisa é de caráter qualitativo, baseada em revisão bibliográfica e análise documental de nove colunas sociais publicadas no jornal Pioneiro nos anos de 1970, 1990 e 2020. A fundamentação teórica aborda questões históricas e elementares do jornalismo e da coluna social, além dos conceitos derridianos de escritura, rastro, différance e acontecimento. As análises interpretativas e comparativas permitiram identificar permanências, deslocamentos e transformações culturais ao longo das décadas. Os resultados demonstram que a coluna social constitui um espaço de registro e legitimação de hábitos, valores e formas de sociabilidade. Ao mesmo tempo, observam-se permanências estruturais e editoriais que exemplificam a atuação dos rastros na constituição dos sentidos. Conclui-se que os conceitos de escritura e de rastro possibilitam compreender a coluna social como um espaço de produção, circulação e alteração de sentidos culturais, no qual permanências e mudanças se articulam continuamente, evidenciando a relação recíproca entre jornalismo e sociedade. [resumo fornecido pelo autor]

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