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  • Radiojornalismo em contexto de desastre climático: experiências de jornalistas que atuaram na cobertura das enchentes de maio de 2024 no Rio grande do Sul
    (2026-07-03) Tusset, Marina da Silva; Hoffmann, Jacob Raul
    Este Trabalho de Conclusão de Curso aborda o radiojornalismo em contexto de desastre climático, a partir das experiências de jornalistas que atuaram na cobertura das enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul. A pesquisa teve como objetivo compreender como jornalistas de rádio do Rio Grande do Sul experienciaram a cobertura das enchentes e quais aprendizados e reflexões surgiram dessa atuação. Para isso, foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório, baseada em entrevistas semiabertas realizadas com dois jornalistas que atuaram em emissoras de rádio do estado durante o período da catástrofe. Os relatos foram examinados por meio da Análise de Conteúdo proposta por Bardin (2004), organizada em três categorias temáticas, definidas com base nos objetivos específicos do estudo: a prática radiojornalística em contextos de desastre; o papel da imprensa diante da crise climática; e a preparação, as lacunas e os aprendizados para futuras coberturas de eventos extremos. Os resultados indicam que o rádio assumiu papel central na prestação de serviço, na circulação rápida de informações e na orientação da população afetada, especialmente em situações de instabilidade no acesso à internet e outras formas de comunicação. As entrevistas também evidenciam desafios relacionados à apuração, ao impacto emocional da cobertura, à reorganização das rotinas profissionais e à responsabilidade da imprensa na cobrança do poder público. Conclui-se que o radiojornalismo demonstra uma relevância estratégica em situações de desastre, tanto por suas características de abrangência, instantaneidade e acessibilidade quanto por sua capacidade de atuar como instrumento de orientação e mediação, o que demonstra sua função social diante de eventos extremos. A pesquisa também aponta que a cobertura de eventos climáticos extremos demanda articulação entre prática jornalística, preparo técnico e reflexão sobre a crise climática, além de indicar a necessidade de ampliar estudos sobre a relação entre rádio, jornalismo ambiental e desastres climáticos. [resumo fornecido pelo autor]
  • A presença do repórter e personagem: elementos do jornalismo gonzo nas reportagens do planeta extremo
    (2026-07-03) Irigoyen, Tahena Blanco; Alves, Márcio Miranda
    Este trabalho de conclusão de curso analisa as transformações das narrativas no jornalismo televisivo contemporâneo, com foco no jornalismo gonzo e na presença do repórter como personagem da reportagem. A pesquisa investiga como a subjetividade, a experiência vivida e a participação ativa do jornalista influenciam a construção da narrativa audiovisual e a aproximação do público com os acontecimentos, tendo como objeto de análise duas reportagens do quadro Planeta Extremo, apresentadas por Clayton Conservani no programa Esporte Espetacular da TV Globo. Fundamentado nos conceitos de jornalismo literário, New Journalism, jornalismo gonzo e performance, o estudo busca identificar elementos característicos desse estilo narrativo e discutir os impactos sobre a credibilidade, objetividade e o envolvimento do telespectador. Concluise que subjetividade e informação não são necessariamente elementos opostos, mas podem coexistir na construção de narrativas mais envolventes, humanas e significativas. [resumo fornecido pelo autor]
  • Os limites da liberdade de expressão na internet à luz da responsabilidade civil brasileira e do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014)
    (2025-12-02) Fortuna, João Arthur Bizzotto; Rech, Naura Teresinha
    Este trabalho aborda o desafio de equilibrar a liberdade de expressão com a responsabilidade civil no contexto da internet, especialmente à luz do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014). O objetivo é analisar como esses institutos jurídicos podem atuar como limitadores da liberdade de expressão, garantindo a proteção dos direitos personalíssimos e a convivência social saudável no ambiente virtual. Para isso, a pesquisa foi desenvolvida por meio de uma revisão bibliográfica e análise de jurisprudências, recordando o raciocínio jurídico desde as primeiras decisões judiciais até a implementação do Marco Civil. Os resultados demonstram que, embora a liberdade de expressão seja um direito fundamental, ela não é absoluta e pode ser restringida quando colide com outros direitos, como a honra e a dignidade das pessoas. A pesquisa conclui que a responsabilidade civil e o Marco Civil da Internet são ferramentas essenciais para regular as manifestações na esfera digital, permitindo a responsabilização por abusos e a reparação de danos, o que contribui para um uso mais consciente e respeitoso da liberdade de expressão na internet. Assim, o trabalho busca esclarecer a importância de um marco regulatório que promova um equilíbrio entre os direitos individuais e a liberdade de manifestação, essencial para a construção de uma sociedade mais justa e respeitosa. [resumo fornecido pelo autor]
  • A psicologia na escola e a atenção ao risco : as experiências adversas na infância como risco para violência autoinfligida e entre pares em escolas
    (2026-06-25) Boeck, Kassiana; Maggi, Alice
    Esta dissertação investiga como as experiências adversas na infância configuram-se como fator de risco para a violência autoinfligida e entre pares no contexto escolar, a partir da identificação de sinais comportamentais descritos em prontuários escolares. Parte-se do entendimento de que o acúmulo de adversidades ao longo do desenvolvimento está associado ao aumento da vulnerabilidade a manifestações de sofrimento psíquico e comportamentos de violência. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa baseada na análise documental de prontuários escolares de estudantes do Ensino Médio de duas instituições de ensino do município de Caxias do Sul (RS), sendo uma da rede pública e outra da rede privada. Foram inicialmente analisados 480 prontuários, dos quais 44 compuseram a amostra final após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. Os dados foram examinados por meio da análise de conteúdo, permitindo a construção de categorias analíticas relacionadas às experiências adversas, às manifestações de violência e às dificuldades socioemocionais. Os resultados evidenciaram a presença significativa de experiências adversas na infância nos prontuários analisados, bem como registros associados à violência entre pares e à violência autoinfligida, incluindo casos de coexistência, indicando a complexidade das trajetórias. Conclui-se que a identificação precoce de sinais de risco no contexto escolar pode contribuir para estratégias mais efetivas de prevenção e promoção da saúde mental. Como produto técnico-tecnológico, desenvolveu-se uma estratégia de inserção social voltada à formação e à instrumentalização de educadores, com o objetivo de ampliar a compreensão sobre as experiências adversas na infância, seus efeitos cumulativos e sua associação com manifestações de violência. A proposta buscou qualificar o reconhecimento de sinais de risco e fortalecer respostas institucionais mais integradas, protetivas e corresponsáveis entre escola, família e rede de proteção. Destaca-se, por fim, que, embora as experiências adversas possam se acumular, a proteção também pode, constituindo elemento central na promoção de trajetórias mais saudáveis. [resumo fornecido pelo autor]
  • Uso de corretoras digitais de investimento no Brasil : fatores determinantes nas gerações X, Y e Z
    (2026-07-02) Santos, André Manquevick dos; Lazzari, Fernanda
    Nas últimas décadas, com a difusão da internet, dos computadores pessoais e dos smartphones, a relação entre investidores, bancos tradicionais, corretoras de investimento e demais instituições financeiras foi significativamente alterada, abrindo espaço para plataformas digitais que comercializam produtos antes restritos ao atendimento presencial. Apesar da crescente popularidade, pouco se sabe sobre quais fatores levam consumidores de diferentes gerações a adotarem plataformas digitais de investimento. Este estudo analisa os determinantes do uso de corretoras digitais de investimento pelas gerações X, Y e Z no Brasil, combinando o modelo UTAUT3 (Teoria Unificada de Aceitação e Uso de Tecnologia 3) com os construtos complementares imagem da marca, confiança, segurança e privacidade de dados e percepção sobre governo e regulação. A pesquisa adotou abordagem quantitativa, descritiva e transversal, operacionalizada por meio de survey eletrônico, com 471 respostas válidas, distribuídas da seguinte forma entre as gerações: Geração X (143), Geração Y (172) e Geração Z (156). Os dados foram analisados por modelagem de equações estruturais via mínimos quadrados parciais (PLS-SEM), incluindo análise multigrupo geracional. Os resultados demonstram que expectativa de performance, influência social, motivação hedônica, hábito, imagem da marca e segurança e privacidade de dados influenciam positivamente a intenção de uso. O hábito apresentou o efeito mais relevante sobre a intenção e foi o principal determinante do uso efetivo, enquanto a intenção de uso não exerceu influência significativa sobre esse comportamento. A imagem da marca foi o segundo antecedente mais expressivo da intenção de uso. A moderação geracional foi identificada apenas na relação entre imagem da marca e intenção de uso, com efeito mais intenso na Geração Z em comparação com a Geração Y. O estudo contribui ao integrar aceitação tecnológica, comportamento do consumidor financeiro e recorte geracional, oferecendo insumos para segmentação, comunicação, design de experiência digital e estratégias de confiança. [resumo fornecido pelo autor]

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