A variação do ditongo nasal tônico -ão como prática social no português de São Marcos/RS

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2005-01-23

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O estudo da alternância -ão::-on do ditongo nasal tônico na fala em língua portuguesa de bilíngües português-italiano de uma comunidade rural do município de São Marcos-RS baseia-se na Teoria da Variação Lingüística (Labov, 1969, 1983, 2001) e na Variação como Prática Social (Eckert, 2000, 2005). As variáveis extralingüísticas Idade, Escolaridade e Gênero revelaram-se importantes na ocorrência de -on. Dentre as variáveis lingüísticas, destacaram-se Número de Sílabas do Vocábulo e Contexto Fonológico Precedente. A observação das práticas da família permitiu verificar que a mesma constitui um grupo coeso que trabalha a terra e pratica a fala bilíngüe. São os pais os membros da família dedicados às atividades rurais e aqueles que realizam mais o on, ao contrário dos filhos, que têm atividades urbanas, têm mais escolarização, convivem mais com o grupo monolíngüe-português e realizam mais -ão. Apesar de bilíngüe, a mãe produz menos -on do que o pai. Ambos trabalham a terra e possuem o mesmo grau de escolarização, mas cabe à mãe o contato diário mais intenso com os filhos, com quem pratica o português.

Resumo

O estudo da alternância -ão::-on do ditongo nasal tônico na fala em língua portuguesa de bilíngües português-italiano de uma comunidade rural do município de São Marcos-RS baseia-se na Teoria da Variação Lingüística (Labov, 1969, 1983, 2001) e na Variação como Prática Social (Eckert, 2000, 2005). As variáveis extralingüísticas Idade, Escolaridade e Gênero revelaram-se importantes na ocorrência de -on. Dentre as variáveis lingüísticas, destacaram-se Número de Sílabas do Vocábulo e Contexto Fonológico Precedente. A observação das práticas da família permitiu verificar que a mesma constitui um grupo coeso que trabalha a terra e pratica a fala bilíngüe. São os pais os membros da família dedicados às atividades rurais e aqueles que realizam mais o on, ao contrário dos filhos, que têm atividades urbanas, têm mais escolarização, convivem mais com o grupo monolíngüe-português e realizam mais -ão. Apesar de bilíngüe, a mãe produz menos -on do que o pai. Ambos trabalham a terra e possuem o mesmo grau de escolarização, mas cabe à mãe o contato diário mais intenso com os filhos, com quem pratica o português.

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