Injustiça agencial e injustiça explanatória: Miranda Fricker e G.E.M. Anscombe em diálogo

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2026-06-08

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A presente tese, intitulada Injustiça Agencial e Injustiça Explicativa: Miranda Fricker e G.E.M. Anscombe em Diálogo, investiga em que medida as práticas de atribuição assimétrica de credibilidade comprometem não apenas o estatuto epistêmico de certos sujeitos, mas também as condições sob as quais suas ações são reconhecidas como expressões de razões e suas explicações são reconhecidas como autoridade legítima em relação a essas ações. A hipótese central desta tese é que a injustiça epistêmica, quando analisada à luz da filosofia da ação de G.E.M. Anscombe, revela-se também como uma fragilização das condições fundamentais de inteligibilidade da agência. Ao comprometer o estatuto epistêmico do sujeito, compromete-se igualmente a capacidade do sujeito de se reconhecer, e de ser reconhecido, como autor de suas próprias ações e, consequentemente, de sua responsabilidade ética. Para sustentar essa hipótese, o trabalho desenvolve um diálogo entre a epistemologia social de Miranda Fricker e a filosofia da ação de Elizabeth Anscombe, reconstruindo a teoria da injustiça epistêmica em sua estrutura interna e nos elementos centrais da filosofia anscombiana, em particular, a noção de conhecimento prático como fundamento da ação e o papel da pergunta "por quê?" como critério para delimitar a ação intencional. A partir dessa articulação, propõe-se uma expansão do diagnóstico da injustiça epistêmica por meio da distinção entre duas modalidades de injustiça prática: a injustiça agencial, que incide sobre o reconhecimento da ação como expressão de razões no espaço público, e a injustiça explanatória, que compromete a autoridade da primeira pessoa na explicação da própria ação. Argumenta-se que ambas as modalidades produzem danos irredutíveis ao plano epistêmico, incluindo consequências éticas, que são insuficientemente contempladas pelo diagnóstico de Fricker. [resumo fornecido pelo autor]

Resumo

The present thesis, entitled Agential Injustice and Explanatory Injustice: Miranda Fricker and G.E.M. Anscombe in Dialogue, investigates the extent to which practices of asymmetric credibility attribution compromise not only the epistemic standing of certain subjects, but also the conditions under which their actions are recognised as expressions of reasons and their explanations are recognised as legitimate authority with respect to their actions. The central hypothesis of this thesis is that epistemic injustice, when analysed in light of G.E.M. Anscombe's philosophy of action, reveals itself also as a undermining of the fundamental conditions of intelligibility of agency. By compromising the epistemic standing of the subject, one equally compromises the subject's capacity to recognise herself, and to be recognised, as the author of her own actions and, consequently, her ethical responsibility. To sustain this hypothesis, the work develops a dialogue between Miranda Fricker's social epistemology and Elizabeth Anscombe's philosophy of action, reconstructing the theory of epistemic injustice in its internal structure and the central elements of Anscombian philosophy, in particular, the notion of practical knowledge as the ground of agency and the role of the question "why?" as the criterion for delimiting intentional action. From this articulation, an expansion of the diagnosis of epistemic injustice is proposed by means of a distinction between two modalities of practical injustice: agential injustice, which bears upon the recognition of action as an expression of reasons in the public space, and explanatory injustice, which compromises the authority of the first person in explaining their own action. It is argued that both modalities produce harms irreducible to the epistemic plane, including ethical consequences, that are insufficiently captured by Fricker's diagnosis. [resumo fornecido pelo autor]

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