Cultura do imediatismo e vazio existencial: uma inter-relação possível na perspectiva da logoterapia

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2024-11-29

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A sociedade denominada "agorista" passou a viver em um mundo de funcionamento direcionado ao consumismo, que lhe promete infinitas possibilidades, bastando cada pessoa ter motivação, iniciativa e insatisfação constante para que se encaixe nesse modelo. A partir dessa reflexão, o presente trabalho tem como objetivo geral identificar as possíveis inter-relações entre o vazio existencial e a cultura do imediatismo, na perspectiva da Logoterapia. O primeiro objetivo específico é apresentar os pressupostos básicos da Logoterapia, como os significados de autotranscendência e de vontade de sentido; o segundo, apresentar o conceito de vazio existencial e o terceiro, descrever o que é a cultura do imediatismo, por meio de uma análise sobre os fatores que a compõe. Tais temáticas também fazem parte da revisão de literatura, onde cada assunto é aprofundado em sua própria dimensão. O delineamento do trabalho é do tipo qualitativo exploratório, sendo que as fontes principais são as obras de Viktor Frankl, Zygmunt Bauman, Byung-Chul Han, Douglas Rushkoff, Gilles Lipovetsky e Stephen Bertman. Uma tabela foi construída, a fim de organizar essas referências, bem como suas respectivas ideias, que agregam ao conteúdo do trabalho. Após a familiarização com a literatura, coleta e separação de dados, uma síntese integradora foi escrita, momento em que foram alinhados os conceitos e características do imediatismo contemporâneo relacionado ao vazio existencial. Ficaram evidentes alguns entrelaçamentos entre ambos os assuntos, como: o consumismo exacerbado, que leva o indivíduo a manter-se atualizado quanto às novidades e a seus lançamentos, consequentemente vivendo a ilusão de que assim está em busca de sua felicidade, afastando a angústia do vazio; a valorização do tempo presente em detrimento do passado e do futuro, dificultando que a pessoa encontre sentido nesses outros tempos; a aceleração do ritmo cotidiano, impedindo que o ser humano tenha tempo livre para reflexões críticas; o temor da sensação do tédio, muito mal compreendido pela contemporaneidade, tão cheia de recursos que buscam trazer satisfação imediata. Não acostumadas a contemplar com significação e profundidade, a sociedade contemporânea se mantém no frenesi da rotina, mascarando o vazio interior que sente. Mais estudos e pesquisas devem dedicar-se à investigação da inter-relação entre cultura do imediatismo e o vazio existencial, vistas a urgência e a atualidade da problemática. [resumo fornecido pelo autor]

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