Manuel Canho e José de Avençal: a representação do gaúcho na literatura
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2020-12-11
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No século XIX, com a instauração do romantismo e a busca por criar a identidade brasileira, o romance regionalista surgiu como um espaço para apresentar as regiões distantes da corte. José de Alencar inaugurou seu projeto regionalista publicando O Gaúcho, em 1870. A literatura rio-grandense teve sua formação efetiva a partir da sociedade Partenon Literário. Seu fundador e um dos principais membros, dois anos mais tarde, em 1872, Apolinário Porto Alegre, originou o regionalismo literário gaúcho com a publicação de O Vaqueano, reparando as inconsistências criticadas na obra de Alencar. Este trabalho tem como objetivo analisar nos enredos de O Vaqueano e O Gaúcho os elementos que contribuíram para a representação do gaúcho na literatura regionalista. O método utilizado é o da literatura comparada, buscando confrontar as duas obras a fim de encontrar suas aproximações e os seus distanciamentos. Alencar construiu Manuel Canho, um gaúcho fruto do pampa, centauro, irracional, mas ao mesmo tempo, com espírito guerreiro. Já Porto Alegre buscou no José de Avençal o monarca das coxilhas, com os mesmos traços de virilidade, porém que luta pelos seus ideais republicanos. [resumo fornecido pelo autor]
