Vantagens e limitações, em termos de custos, da internalização de parte do processo de produção de espumantes em uma vinícola da serra gaúcha
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2017
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Após anos em que a produção vinífera do Brasil ficou em segundo plano frente aos vinhos e espumantes estrangeiros, este cenário vem mudando. A Serra Gaúcha tornou-se uma das regiões do Brasil que mais produz vinhos e espumantes, motivo pelo qual as vinícolas, além de buscarem uma maior qualidade de seus produtos e um melhor reconhecimento do seu trabalho, queiram investir cada vez mais nos seus processos produtivos e no maior controle da sua produção sem deixar de pensar na redução e controle dos seus custos. Frente a este cenário, essa pesquisa busca responder a seguinte questão: Quais as vantagens e limitações, em termos de custos, da internalização de parte do processo de produção de espumantes em uma vinícola da serra gaúcha? Para responder esta questão utilizou-se a pesquisa descritiva que serviu de auxílio para que um estudo de caso fosse realizado. Neste estudo de caso o problema foi abordado de forma quantitativa através dos custos de produção que foram calculados pelo custeio por absorção e pelo custeio variável, e através do cálculo dos investimentos necessários para internalizar parte do processo produtivo dos espumantes na vinícola. Esta pesquisa também foi classificada como qualitativa pois pôde-se realizar a comparação e análise dos dados encontrados na pesquisa quantitativa. Desta forma, é possível concluir que o investimento na internalização do processo de dégorgement dos espumantes na vinícola estudada é viável uma vez que o custo unitário dos espumantes sofre uma redução maior que o aumento dos custos fixos após a simulação da internalização deste processo, ocasionando também, o aumento do lucro operacional da empresa. A margem de contribuição sofre um aumento significativo, uma vez que o custo da terceirização (variável), passa a não existir mais. Verifica-se também, que os espumantes da linha Intuição apresentam prejuízo com o preço de venda praticado, e que mesmo após esta constatação, não é vantagem para a empresa se desfazer desta linha de produtos. Este estudo certamente contribui em muito para as indústrias vinícolas que buscam investir em processos produtivos, como também contribuiu para a vinícola estudada e para o pesquisador (sic).
