Vivências de mulheres com câncer de mama: como o luto não reconhecido pode influenciar a jornada

dc.contributor.advisorGodoy, Rossane Frizzo de
dc.contributor.authorSilveira, Patrícia
dc.contributor.otherConte, Raquel Furtado
dc.contributor.otherRamires, Vera Regina Rohnelt
dc.date.accessioned2026-08-04T15:29:12Z
dc.date.issued2026-08-04
dc.date.submitted2026-05-28
dc.descriptionO câncer de mama representa um importante desafio para a saúde pública em razão de sua elevada incidência e das repercussões físicas, emocionais e sociais decorrentes do adoecimento. Entre essas repercussões destacam-se perdas simbólicas frequentemente invisibilizadas, que podem ser compreendidas como manifestações de luto não reconhecido. Este estudo teve como objetivo explorar as vivências de possíveis lutos não reconhecidos em mulheres com câncer de mama, caracterizar suas experiências durante o adoecimento e desenvolver um manual de suporte e cuidado destinado às pacientes, suas redes de apoio e profissionais da saúde. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, realizada com seis mulheres diagnosticadas com câncer de mama. Os dados foram produzidos por meio de entrevistas em iestruturadas e analisados com o auxílio de uma tabela, com o intuito de facilitar a categorização dos recortes de falas. O processo analítico ocorreu em três etapas principais: leitura exploratória, seletiva e analítica. Os resultados foram organizados em seis categorias: (1) Diagnóstico e tratamento: vivências de finitude; (2) Vínculos no processo de adoecimento: entre apoio e solidão; (3) As transformações do corpo: autoestima, autocuidado e feminilidade; (4) O sofrimento e o silenciamento da dor; (5) Luto não reconhecido e perdas associadas ao adoecimento; e (6) Perspectiva de vida e esperança para o futuro. As análises evidenciaram que o diagnóstico e o tratamento desencadeiam perdas relacionadas à imagem corporal, feminilidade, autoestima, autonomia, projetos de vida, papéis sociais e relações interpessoais. Essas perdas, por frequentemente não serem reconhecidas ou legitimadas socialmente, favorecem o silenciamento do sofrimento e dificultam sua elaboração psicológica. Também foram identificados fatores protetivos, como o apoio familiar, a espiritualidade, os vínculos afetivos e a ressignificação da experiência do adoecimento, favorecendo processos de adaptação e crescimento pessoal. Conclui-se que identificar o luto não reconhecido amplia a compreensão dos impactos psicossociais do câncer de mama e evidencia a necessidade de intervenções em psico-oncologia que contemplem não apenas os aspectos biomédicos, mas também as dimensões subjetivas do sofrimento. [resumo fornecido pelo autor]pt_BR
dc.description.abstractBreast cancer represents a major public health challenge due to its high incidence and the physical, emotional, and social consequences associated with the disease. Among these consequences are symbolic losses that are often overlooked and may be understood as manifestations of disenfranchised grief. This study aimed to explore the experiences of possible disenfranchised grief among women with breast cancer, characterize their experiences throughout the illness trajectory, and develop a support and care manual for patients, their support networks, and healthcare professionals. This qualitative, exploratory, and descriptive study was conducted with six women diagnosed with breast cancer. Data were collected through semi-structured interviews and analyzed using a categorization table to facilitate the organization of interview excerpts into thematic categories. The analytical process was carried out in three main stages: exploratory, selective, and analytical reading. The findings were organized into six categories: (1) Diagnosis and treatment: experiences of finitude; (2) Relationships throughout the illness process: between support and loneliness; (3) Body transformations: self-esteem, self-care, and femininity; (4) Suffering and the silencing of pain; (5) Disenfranchised grief and losses associated with illness; and (6) Life perspectives and hope for the future. The analyses revealed that diagnosis and treatment trigger losses related to body image, femininity, self-esteem, autonomy, life projects, social roles, and interpersonal relationships. Because these losses are often neither recognized nor socially validated, they contribute to the silencing of suffering and hinder its psychological processing. Protective factors were also identified, including family support, spirituality, affective bonds, and the reframing of the illness experience, all of which promoted adaptation and personal growth. It is concluded that recognizing disenfranchised grief broadens the nderstanding of the psychosocial impacts of breast cancer and highlights the need for psycho-oncology interventions that address not only biomedical aspects but also the subjective dimensions of suffering. [resumo fornecido pelo autor]en
dc.description.sponsorship
dc.identifier.citationSILVEIRA, P.
dc.identifier.urihttps://repositorio.ucs.br/11338/15784
dc.language.isopt
dc.language.isoen
dc.subjectMamas - Câncer - Aspectos psicológicospt_BR
dc.subjectPsico-oncologiapt_BR
dc.subjectLuto -Aspectos psicológicos.pt_BR
dc.subjectPerda (Psicologia)pt_BR
dc.subjectImagem corporal em mulherespt_BR
dc.subjectBreasts - Cancer - Psychological aspectsen
dc.subjectPsycho-oncologyen
dc.subjectGrief – Psychological aspectsen
dc.subjectLoss (Psychology)en
dc.subjectBody image in womenen
dc.titleVivências de mulheres com câncer de mama: como o luto não reconhecido pode influenciar a jornada
dc.typeDissertação
mtd2-br.advisor.instituationUniversidade de Caxias do Sul
mtd2-br.advisor.latteshttps://lattes.cnpq.br/9224368159082430
mtd2-br.author.lattesSILVEIRA, P.
mtd2-br.campusCampus Universitário de Caxias do Sul
mtd2-br.program.nameMestrado Profissional em Psicologia

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