A vivência subjetiva da parentalidade: um estudo qualitativo sobre o acolhimento psíquico em modelos de filiação por reprodução assistida
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2025-12-04
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O presente Trabalho de Conclusão de Curso, intitulado "A vivência subjetiva da parentalidade: um estudo qualitativo sobre o acolhimento psíquico em modelos de filiação por reprodução assistida", tem como objetivo investigar como pais que recorrem à reprodução assistida com doação de gametas vivenciam subjetivamente o processo de acolhimento e a construção dos vínculos afetivos com seus filhos. A pesquisa adota um delineamento qualitativo e exploratório, estruturado como uma revisão de literatura de base sistemática. Fundamenta-se em referenciais psicanalíticos clássicos e contemporâneos, especialmente Freud, Winnicott, Bowlby, Dolto e Ivanise Fontes, articulando conceitos como apego, simbolização e parentalidade. Busca compreender de que modo o desejo e a presença emocional dos pais sustentam o vínculo parental em contextos onde o laço biológico é substituído por uma função simbólica. Os resultados teóricos indicam que a parentalidade por reprodução assistida requer uma elaboração psíquica singular, na qual o vínculo afetivo é construído a partir da experiência sensorial, do cuidado e da disponibilidade emocional. Evidencia-se que a parentalidade simbólica, mais do que um ato biológico, é uma construção subjetiva sustentada pela presença afetiva e pela capacidade de reconhecer o filho como sujeito de desejo e linguagem. Conclui-se que compreender essas dinâmicas amplia o olhar clínico sobre as famílias formadas por reprodução assistida, contribuindo para práticas psicológicas mais sensíveis e inclusivas. [resumo fornecido pelo autor]
