As redes sociais e a formação de crenças sobre a masculinidade na adolescência

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2025-11-25

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A adolescência é um período de transição marcado por intensas transformações cognitivas, emocionais e sociais, no qual as redes sociais digitais assumem papel central como espaços de socialização, pertencimento e validação. Este trabalho tem como objetivo discutir as possíveis influências das redes sociais diagitais na formação de crenças sobre a masculinidade na adolescência, considerando os contextos familiar e escolar, tendo como eixo de análise a Teoria da Comparação Social. Os objetivos específicos consistem em caracterizar as redes sociais digitais e compreender seu papel na contemporaneidade; conceituar a adolescência explicitando os processos de construção da identidade de gênero e das diferentes expressões de masculinidades; e examinar a formação de crenças sobre a masculinidade a partir dos processos comparativos descritos pela Teoria da Comparação Social. A pesquisa possui delineamento qualitativo, de caráter exploratório e interpretativo, e utiliza a análise de conteúdo como técnica de interpretação dos dados, com foco na compreensão de sentidos e significados presentes no material analisado. Como fonte de análise, foi utilizada a minissérie lançada em 2025 pela Netflix, Adolescência, tomada como artefato cultural representativo das vivências adolescentes e dos discursos sobre masculinidade. O material extraído foi organizado em uma tabela, o que possibilitou o agrupamento das cenas em categorias e subcategorias discutidas à luz do referencial teórico. A análise evidenciou que as redes sociais digitais funcionam como amplificadoras simbólicas de modelos de masculinidade hegemônica, sustentados por ideais de virilidade, controle e negação da vulnerabilidade, especialmente entre adolescentes do gênero masculino, ao mesmo tempo em que oferecem espaços para a ressignificação de papéis para esse público e para outros grupos que transitam pelos ambientes digitais. O estudo contribui para a reflexão acadêmica sobre as relações entre adolescência, cultura digital e gênero, ampliando a compreensão sobre os efeitos psicológicos e sociais da comparação nas redes. Também oferece subsídios para práticas clínicas, educativas e comunitárias voltadas à promoção de masculinidades mais flexíveis, conscientes e saudáveis, reforçando a importância da escuta, do diálogo e da educação emocional como ferramentas de cuidado e transformação social. [resumo fornecido pelo autor]

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