Análise de viabilidade técnica do uso de poliestireno reciclado na moldagem por injeção: comparação de propriedades com o poliestireno virgem
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2026-07-10
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O crescente acúmulo de resíduos plásticos tem se consolidado como um dos principais desafios ambientais da atualidade, exigindo o reprocessamento de polímeros como uma estratégia crucial para a economia circular e a redução da dependência de matéria-prima virgem. Neste contexto, o poliestireno (PS) destaca-se pela sua ampla aplicação industrial e pela alta geração de resíduos. Entretanto, a reutilização industrial do PS é desafiada pela degradação térmica e mecânica sofrida durante o reprocessamento, que pode impactar significativamente as propriedades físico-químicas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a viabilidade técnica da utilização do poliestireno reciclado em peças moldadas por injeção, por meio da comparação sistemática de suas propriedades com o poliestireno virgem. A metodologia consistiu na moldagem por injeção de corpos de prova de poliestireno virgem, de poliestireno reciclado e de composições binárias, em diferentes proporções. Nas propriedades químicas, foi utilizada a análise Espectroscopia no Infravermelho por Transformada de Fourier (FTIR). As propriedades térmicas foram avaliadas por Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC) e Análise Termogravimétrica (TGA). Adicionalmente, a análise de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) foi realizada para analisar a morfologia de fratura das amostras e para analisar a resistência mecânica, desenvolveu-se uma metodologia para avaliar a resistência à fixação ao torque através do parafusamento. Os resultados de FTIR demonstraram a preservação da estrutura química característica do poliestireno, sem evidências de alterações significativas associadas à oxidação. Na análise de DSC, as temperaturas de transição vítrea permaneceram próximas às do poliestireno virgem, variando de 99,1 a 101,8 °C. A análise de TGA demonstrou comportamento térmico semelhante entre as composições, apesar de diferenças nas temperaturas de início e máxima taxa de degradação. As análises de MEV evidenciaram alterações morfológicas associadas à incorporação do material reciclado, especialmente com o aumento de sua proporção. Apesar dessas alterações, o ensaio de fixação demonstrou desempenho funcional satisfatório das amostras na aplicação proposta. Conclui-se que a incorporação de poliestireno reciclado em suportes de placa 4x2 é tecnicamente viável, contribuindo para o aproveitamento de resíduos de poliestireno, a redução do consumo de matéria-prima virgem e o fortalecimento de práticas alinhadas à economia circular. [resumo fornecido pelo autor]
