Dialética identificatória: do corpo negro ao ideal de brancura

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2021-11-24

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Retomando aspectos da sistematização do racismo à brasileira, tendo em vista os ecos no processo de subjetividade de sujeitos negros, esta pesquisa atentou para a problemática de uma acepção identificatória cujo ideal de brancura destitui o reconhecimento de uma negritude e sinaliza a violência desencadeada pela lógica racial. Objetivou-se investigar possíveis repercussões da função materna no investimento narcísico em seus filhos negros, tendo em vista o racismo à brasileira. Para tanto, considerou-se necessário construir um apanhado histórico acerca de como se institui a lógica racial no Brasil, amparada pelo discurso científico do século XIX, e como ainda hoje ela reverbera no modus operandi da sociedade brasileira. No segundo momento, foi realizada uma articulação do processo identificatório, tendo em vista a problemática narcísica, a função materna no decurso das identificações. Em seguida, propõe-se um olhar sobre a imagem do corpo como produto psíquico, estrutura fundamental para que o sujeito possa, a partir desta imagem, existir como sujeito desejante, ou seja, articulando imagem do corpo com a linguagem através da mediação da figura materna. Por último, ao discorrer sobre os dilemas dos corpos negros evidenciou-se a produção de um mecanismo complexo de identificação/não identificação, em decorrência da violência perpetuada pelo racismo. O percurso desenvolvido, fez uso de um artefato cultural, o documentário "Dentro da minha pele", a fim auxiliar na compreensão da estrutura racista e seus efeitos na produção de subjetividades. Por se tratar de um estudo qualitativo, com análise de conteúdo de Laville e Dionne, discutiu-se as seguintes categorias: Corpo Falado, Capa Branca e Recusa do Corpo, afim de destacar o corpo e o signo negro no processo identificatório em relação ao ideal de brancura. Tendo em vista que o racismo repercute nas relações intersubjetivas, destituindo o reconhecimento da identidade negra e alienando o corpo negro ao ideal de brancura, como única possibilidade de ser gente. No tocante as repercussões materna no investimento narcísico e o processo de uma acepção de identidade negra, identificou-se que ser branco e ser negro é uma construção de linguagem, neste sentido o rompimento com o modelo identificatório branco, que exerce sobre os negros uma construção de si estigmatizada e despotencializada, é uma tarefa política e social. [resumo fornecido pelo autor]

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