Pulsão de morte e gozo: possíveis entrelaçamentos com a automutilação

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2022-08-04

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O presente estudo teve como objetivo apresentar, o percurso de construção psicanalítica dos conceitos de pulsão de morte e de gozo, com o intuito de identificar e traçar possíveis entrelaçamentos em relação à manifestação do fenômeno de automutilação na contemporaneidade. Para tanto, foi realizado um estudo de delineamento qualitativo de cunho exploratório e interpretativo. No Estudo 1, foram analisadas as informações contidas nos prontuários do SEPA, nos quais identificou-se algumas informações sócio demográficas e foi desenvolvida também uma outra tabela para a organização das duas categorias para análise de conteúdo de Bardin. No Estudo 2, foram realizadas entrevistas semi estruturadas com participantes selecionados do estudo 1, com histórico de prática de automutilação. A partir dessas entrevistas, foram identificadas subcategorias de conteúdo que foram analisadas segundo Bardin. Os resultados obtidos apontam que os participantes tiveram como momento de início da prática de automutilação o período da adolescência. Assim, a angústia advém do real da puberdade, compreendido como mudança corporal que fura o simbólico ameaçando o que se defronta com ela. Ao pulsar via compulsão à repetição, a pulsão de morte constrói uma possibilidade de ser escutada, e devido a esse encontro, pode adentrar na malha representacional. Com efeito, é possível compreender a automutilação como uma tentativa de simbolização, dessa forma, seria o sintoma em forma de ato para tentar lidar com a angústia.[resumo fornecido pelo autor]

Resumo

The present study aimed to present the path of psychoanalytic construction of the concepts of death drive and jouissance, in order to identify and trace possible intertwinings in relation to the manifestation of the phenomenon of self-mutilation in contemporary times. For that, a qualitative study of exploratory and interpretative nature was carried out. In Study 1, the information contained in the SEPA records was analyzed, in which some socio-demographic information was identified and another table was also developed for the organization of the two categories for Bardin's content analysis. In Study 2, semi-structured interviews were carried out with selected participants from Study 1, with a history of self-mutilation. From these interviews, content subcategories were identified and analyzed according to Bardin. The results obtained indicate that the participants had the period of adolescence as the beginning of the practice of self-mutilation. Thus, anguish comes from the real of puberty, understood as a bodily change that pierces the symbolic threatening what is faced with it. When pulsating via repetition compulsion, the death drive builds a possibility of being heard, and due to this encounter, it can enter the representational mesh. Indeed, it is possible to understand self-mutilation as an attempt at symbolization, in this way, it would be the symptom in the form of an act to try to deal with anguish. [resumo fornecido pelo autor]

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