Poesia e jovem leitor: possíveis intervenções pedagógicas
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2020
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Este estudo propõe, a partir da análise dos dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2016), uma sequência de atividades que, baseadas no Método Recepcional de ensino de literatura, voltam-se para a aproximação entre a poesia e o jovem leitor dos anos finais do Ensino Fundamental (8° e 9° anos). Parte-se da concepção de que a leitura poética, ao trabalhar a plurissignificação da palavra, é de extrema importância para a formação totalitária do ser, desenvolvendo a sensibilidade, a imaginação e o estímulo criativo e configurando-se, portanto, como significativa forma de conhecimento - literário, de mundo e de si próprio. Os dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2016), promovida pelo Instituto Pró-Livro (IPL), denotam uma
abordagem deficitária da leitura literária no meio escolar, sobretudo a poética. A poesia, por apresentar uma estrutura compositiva rica e complexa, acaba sendo alvo de percepções equivocadas no meio escolar - "gênero chato, massivo, difícil, inalcançável". Torna-se necessária, dessa forma, uma dessacralização do gênero poético, a fim de que seus múltiplos recursos e sentidos possam ser assimilados pelo educando e de que a poesia passe a fazer parte do repertório de leitura do jovem. Nesse contexto, o método recepcional de ensino de literatura, proposto pelas autoras Maria da Glória Bordini e Vera Teixeira Aguiar (1993), configura-se como instrumento profícuo para a abordagem do texto poético em sala de aula, visto que estrutura-se em etapas graduais de leitura e fundamenta-se na Estética da Recepção de Hans Robert Jauss, cujo foco é o leitor e as suas particularidades. [resumo fornecido pelo autor]
