O luto ambíguo em adolescentes filhos de pais emocionalmente imaturos

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2025-11-25

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O luto ambíguo é um processo vivido diante de uma perda marcada pela presença ou ausência incerta da figura significativa, que na adolescência pode gerar insegurança, fragilidade emocional e comprometimento da identidade e dos vínculos. O objetivo geral deste trabalho de conclusão de curso é descrever as possíveis manifestações do luto ambíguo em adolescentes que convivem com pais emocionalmente imaturos. Os objetivos específicos visam caracterizar o luto ambíguo, apresentar a adolescência em suas dimensões biopsicossociais, e definir pais emocionalmente imaturos. O conteúdo da revisão da literatura buscou responder os objetivos específicos. O trabalho adota um delineamento qualitativo e exploratório. Foram selecionados sete vídeos de profissionais de saúde mental, disponíveis no YouTube, abordando o conceito de pais emocionalmente imaturos. A ficha de documentação incluiu título, canal, data de publicação, link dos vídeos e a formação do locutor, além do conceito de pais emocionalmente imaturos, prejuízos gerais, estratégias de enfrentamento, elementos de luto ambíguo presentes e referências utilizadas. A interpretação dos dados utilizou a análise de conteúdo de Laville e Dionne, com categorização mista e estratégia de emparelhamento. Como resultados, foram elaboradas quatro categorias: Caracterização da Imaturidade Emocional Parental; Prejuízos Observados; Estratégias de Enfrentamento; e Vivência do Luto Ambíguo por Filhos de Pais Emocionalmente Imaturos. A discussão dos resultados aponta a manifestação do luto ambíguo em adolescentes filhos de pais emocionalmente imaturos ocorre na convivência paradoxal entre presença física e ausência emocional. Tal paradoxo relaciona-se à indisponibilidade emocional dos pais, que dificulta a construção de vínculos seguros e compromete o amadurecimento psicossocial do adolescente. A ausência de validação afetiva e o emaranhamento relacional contribuem para a parentalização, hipervigilância e formação de um falso self, fenômenos que comprometem a formação da identidade e da autonomia. Esses adolescentes tendem a internalizar culpa e insuficiência, desenvolvendo estratégias de agradabilidade e repressão emocional que perpetuam padrões de dependência e insegurança nos vínculos futuros. Quando não reconhecido, o luto tende a prolongar o sofrimento psíquico e a capacidade de simbolização da perda é comprometida. Tal elaboração requer o reconhecimento da realidade parental, a diferenciação e o fortalecimento do self. Os achados destacam a importância de abordagens clínicas e preventivas que reconheçam essa perda e promovam a flexibilidade psicológica e a aceitação das experiências internas. Conclui-se que compreender o impacto da imaturidade emocional parental amplia as possibilidades de atuação da psicologia no manejo do luto ambíguo vivenciado pelos filhos, oferecendo subsídios teóricos e práticos para fortalecer o desenvolvimento emocional, a autonomia e a ressignificação dos vínculos na adolescência. [resumo fornecido pelo autor]

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