O essencial é invisível aos olhos? Violência contra as mulheres no Brasil e as imbricações de raça e classe
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2025-12-03
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Este Trabalho de Conclusão de Curso em Serviço Social tem como temática A violência contra a mulher no Brasil e as imbricações de raça e classe, e visa responder ao problema de pesquisa: a violência contra a mulher no Brasil possui imbricações de raça e classe? O objetivo geral busca compreender e analisar as relações entre raça e classe no contexto da violência contra a mulher no Brasil. Trata-se de uma pesquisa mista, orientada pelo método materialista histórico-dialético, destacando-se as categorias totalidade, historicidade, contradição e mediação. Foram utilizadas a pesquisa documental e bibliográfica para coletar e analisar os dados referentes ao objeto de estudo. Os principais referenciais teóricos utilizados para embasar este trabalho e as análises dos dados foram produções diversas de Heleieth Saffioti (2013), Silvia Federici (2023), Angela Davis (2016), Mirla Cisne e Silvana Morais dos Santos (2018), produções que dialogam com temáticas em comum, envolvendo capitalismo, patriarcado e racismo. Os dados estatísticos utilizados foram consultados no site do Ministério da Mulher, órgão que sistematizou informações coletadas pelo "Ligue 180", o qual se refere ao canal de atendimento às denúncias de violência contra mulher e que são realizados pela Central de Atendimento à Mulher (CAM). Nos resultados e discussões, evidencia-se que desigualdade de gênero é um fenômeno historicamente construído e funcional e conveniente à manutenção do sistema capitalista, sendo o patriarcado um de seus pilares estruturantes. Ademais, verifica-se que a violência contra a mulher é um desdobramento material das desigualdades entre sexos, as quais também são atravessadas e possuem relações intrínsecas de raça e classe, verificada através da categorização e análise do perfil destas mulheres que sofreram violações. Desta maneira, nos resultados, nota-se a articulação existente entre o sistema de produção capitalista, patriarcado e racismo, bem como a forma que estes se retroalimentam e formam, juntos, um sistema de opressão que perpetua a subalternidade das mulheres, sobretudo de mulheres negras, na realidade brasileira. [resumo fornecido pelo autor]
