Componentes cognitivos e comportamentais da anorgasmia feminina na perspectiva da terapia cognitivo-comportamental

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2019

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A anorgasmia é definida como a ausência total, parcial ou situacional de orgasmo. Nas mulheres, este transtorno é multicausal, envolvendo componentes cognitivos e comportamentais. O objetivo geral deste trabalho é identificar os componentes cognitivos e os componentes comportamentais da anorgasmia feminina na perspectiva cognitivo-comportamental. Os objetivos específicos são os seguintes: 1) caracterizar anorgasmia feminina; 2) apresentar um panorama das técnicas terapêuticas da terapia cognitivo comportamental para as disfunções sexuais; 3) descrever as características da sexualidade feminina na contemporaneidade. O delineamento escolhido para o trabalho foi qualitativo exploratório e interpretativo. Foram utilizados seis vídeos, publicados na plataforma YouTube entre 2016 a 2018, apresentados por profissionais da psicologia sobre a temática da anorgasmia e seu tratamento. Foram elaboradas tabelas como instrumentos de organização das informações. Essas foram analisadas com o referencial da análise de conteúdo de Laville e Dionne. Como resultados, foram elaboradas três categorias: Definição de Anorgasmia; Causas da Anorgasmia e Tratamento da Anorgasmia. Na primeira categoria, as definições apresentadas reduzem a anorgasmia à ausência de orgasmo, não apresentando os subtipos ou os contextos em que isso ocorre. Na segunda categoria, foram identificados componentes cognitivos, componentes comportamentais e componentes que combinam os dois anteriores no que se refere às causas da anorgasmia. E na terceira categoria, as formas de tratamento descritas ora separam os componentes cognitivos e os componentes comportamentais, ora os combinam em técnicas cognitivos-comportamentais. Os componentes cognitivos estão ligados às crenças, aos pensamentos automáticos e aos esquemas que são elaborados pelas mulheres à respeito de sua sexualidade e sua perfomance sexual. Esses associam-se ao processo educativo e ao processo de socialização das mulheres e, logo, à história da sexualidade feminina, que permanece como um tabu. Já os componentes comportamentais estão ligados às práticas sexuais das mulheres e ao conhecimento do próprio corpo. Estes comportamentos associam-se com aprendizagem das práticas sexuais que também são influenciadas pela história da sexualidade feminina. No entanto, apesar da identificação desses dois fatores, o tratamento aqui analisado tem um viés cognitivo-comportamental o que não reduzir o orgasmo feminino a uma reação fisiológica. A terapia das disfunções sexuais femininas surge como uma possibilidade de atuação do profissional da psicologia, de modo a exercer uma olhar holístico para a sexualidade das mulheres (sic).

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