Obesidade abdominal e grau de processamento dos alimentos em mulheres na menopausa: estudo retrosprospectivo
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2019
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Bonatto, Simone
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Objetivo: Verificar a associação entre obesidade abdominal e grau de processamento dos alimentos nas mulheres na menopausa. Métodos: Estudo transversal retrospectivo com mulheres na menopausa participantes de um programa de extensão da Universidade de Caxias do Sul. As variáveis analisadas foram: idade, estado civil, renda, escolaridade, idade da menopausa, se fez uso de reposição hormonal, Idade da menarca, número de filhos, se amamentou e horas de sono. Em relação às práticas alimentares observou-se o consumo de frituras, de líquidos e os alimentos conforme o grau de processamento. Resultados: Participaram do estudo 193 mulheres a maioria possuía idade ≥ 60anos (67,4%). A prevalência de obesidade abdominal foi 76,2% (IC 95%, 70,1-82,2). Nas análises de associação com as características da amostra, encontrou-se associação significativa com a escolaridade (p=0,05). Ao relacionar o consumo alimentar das mulheres na menopausa de acordo com o grau de processamento dos alimentos, verificou-se que as que consomem uma mediana maior de alimentos in natura e/ou minimente processados não possuíam obesidade abdominal (p=0,001) e não fizeram reposição hormonal (p=0,04). Conclusão: A associação entre a obesidade abdominal e o grau de processamento dos alimentos se deu positivamente para mulheres na menopausa que consomem mais alimentos in natura e minimamente processados como um fator protetor para doenças crônicas não transmissíveis. Contudo, mais estudos relacionando as práticas e hábitos alimentares são essenciais, para uma fortalecer a atenção à saúde com a promoção e prevenção em todas as fases da vida. [resumo fornecido pelo autor]
Resumo
Objective: To verify the association between abdominal obesity and degree of food processing in menopausal women. Methods: Retrospective cross-sectional study with menopausal women participating in an extension program at the University of Caxias do Sul. The variables analyzed were: age, marital status, income, education, age at menopause, hormone replacement therapy, age at menarche. , number of children, breastfed and hours of sleep. Regarding dietary practices, the consumption of fried foods, liquids and foods was observed according to the degree of processing. Results: 193 women participated in the study, most of them aged ≥ 60 years (67.4%). The prevalence of abdominal obesity was 76.2% (95% CI, 70.1-82.2). In the analysis of association with the characteristics of the sample, a significant association was found with education (p = 0.05). When relating the food consumption of menopausal women according to the degree of food processing, it was found that those who consume a higher median of fresh and / or minimally processed foods did not have abdominal obesity (p = 0.001) and did not hormone replacement (p = 0.04). Conclusion: The association between abdominal obesity and the degree of food processing was positive for menopausal women who eat more fresh and minimally processed foods as a protective factor for non-communicable chronic diseases. However, further studies relating eating habits and practices are essential for strengthening health care with promotion and prevention at all stages of life. [resumo fornecido pelo autor]
