Sofrimento psíquico em mulheres com compulsão alimentar

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2020

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A compulsão alimentar acomete cerca de 5% da população mundial, sendo a prevalência de 33% à 43% em indivíduos obesos. É considerada um distúrbio alimentar, caracterizado por episódios de descontrole, ingestão excessiva de alimentos, mesmo na ausência de fome, seguida de culpa, raiva, frustrações e outros. Diante disso, o presente trabalho de conclusão de curso tem como objetivo identificar possíveis contribuições da teoria winnicottiana acerca do sofrimento psíquico em mulheres com compulsão alimentar. Os objetivos específicos são: apresentar aspectos fundamentais acerca do conceito de sofrimento psíquico na perspectiva winnicottiana, na qual são abordados os conceitos de falso e verdadeiro self e do papel do ambiente suficientemente bom; caracterizar o fenômeno da compulsão alimentar, abordando o conceito de compulsão à repetição da teoria freudiana; e descrever acerca do sofrimento psíquico em mulheres com compulsão alimentar. O método utilizado foi o delineamento qualitativo de caráter exploratório e interpretativo, e como fonte utilizou-se três episódios do Reality Show ?Quilos Mortais?, abordando a história de vida de três mulheres com obesidade mórbida, que apresentam intenso sofrimento e indícios de uma alimentação compulsiva. O instrumento utilizado foi uma tabela contendo as categorias de análise e os recortes dos episódios. Os dados selecionados foram agrupados em cinco categorias de análise: Ambiente inseguro na infância; Vínculos dependentes e independentes; Sentimentos de fracasso, desespero e decepção; Comida representando vida e Indicativos de perda de controle e insucesso na dieta. Para a discussão do artefato e explorações de dados, utilizou-se a análise de conteúdo proposta por Laville e Dionne, na qual as categorias foram definidas a posteriori, por meio do modelo aberto. Os dados analisados apontaram que, na ausência de um ambiente suficientemente bom na infância, o sujeito pode desenvolver um falso self, sendo percebido por intenso desamparo emocional, despersonalização, e pela relação disfuncional com a comida, que vai para além da nutrição. De forma inconsciente, o indivíduo associou o alimento ao prazer e alívio de sensações desagradáveis, utilizando-se dela para lidar com as emoções e frustrações na vida adulta, remetendo a aspectos mais primitivos da existência, a oralidade. Essas primeiras vivências de prazer ou desprazer inscritas no inconsciente ainda na infância, retornariam por meio do que Freud denominou ser a compulsão à repetição, e aparecerem por meio de sintomas, o comer compulsivo (sic).

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