Aplicação de espectrometria de massa de alta resolução (EMAR) na identificação de compostos ativos presentes em comprimidos popularmente conhecido como rebite

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2020-12-10

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O uso de substâncias psicoativas por motoristas profissionais tem grande impacto nos números de mortes e acidentes de trânsito. Os padrões de uso desses condutores são anfetaminas e derivados. O consumo de estimulantes se deve ao fato das necessidades econômicas e condições de trabalho, precisando manter-se acordado por mais tempo do que o regulamentado pela Lei nº 13.103. Esses estimulantes atuam no sistema nervoso central e como efeito colateral causam euforia e insônia, além de combaterem a fadiga. Para evitar as legislações propostas no controle de drogas, os fabricantes buscam sintetizar e inserir novas substâncias no mercado ilícito, sendo a maioria não detectável nas medidas rotineiras de triagem. Com o crescente número de novas substâncias psicoativas, se faz necessário a constante busca por novos métodos de detecção. A espectrometria de massa de alta resolução (EMAR) tem sido muito utilizada em pesquisas forenses, devido à sua sensibilidade e seletividade, melhorando o processo de identificação e confirmação de substâncias. Dessa forma, o objetivo desse trabalho foi a identificação de compostos presentes em rebites utilizados por motoristas profissionais, auxiliando à legislação quanto à presença de novos compostos ativos em comparação aos já avaliados nos exames toxicológicos, demonstrando a aplicabilidade da EMAR na qualificação de compostos conhecidos e ainda não identificados neste padrão de uso. Para isso, foram analisados seis comprimidos de rebite diluídos em 2-propanol e água ultra pura, injetados no espectrômetro de massa de alta resolução por infusão direta, obtendo um curto tempo de análise e alto rendimento. A partir dos espectros obtidos, foi possível identificar cafeína, clobenzorex, feniltoloxamina, lidocaína, sildenafila e 8-cloroteofilina. O uso de uma técnica mais exata, como a EMAR, contribui para a confirmação de substâncias até então desconhecidas, além de possibilitar o reprocessamento de uma amostra usando o banco de dados espectral atualizado, não sendo necessário nova extração ou reanálise. Os compostos ativos presentes nos comprimidos testados não são detectados nos exames toxicológicos atuais. Essa pesquisa mostra a necessidade de estudos para identificação de novas substâncias consumidas por motoristas profissionais, sendo de suma importância a inclusão dessas novas drogas ilícitas nas fiscalizações realizadas. [resumo fornecido pelo autor]

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