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Submissões Recentes

  • A psicologia na escola e a atenção ao risco : as experiências adversas na infância como risco para violência autoinfligida e entre pares em escolas
    (2026-06-25) Boeck, Kassiana; Maggi, Alice
    Esta dissertação investiga como as experiências adversas na infância configuram-se como fator de risco para a violência autoinfligida e entre pares no contexto escolar, a partir da identificação de sinais comportamentais descritos em prontuários escolares. Parte-se do entendimento de que o acúmulo de adversidades ao longo do desenvolvimento está associado ao aumento da vulnerabilidade a manifestações de sofrimento psíquico e comportamentos de violência. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa baseada na análise documental de prontuários escolares de estudantes do Ensino Médio de duas instituições de ensino do município de Caxias do Sul (RS), sendo uma da rede pública e outra da rede privada. Foram inicialmente analisados 480 prontuários, dos quais 44 compuseram a amostra final após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. Os dados foram examinados por meio da análise de conteúdo, permitindo a construção de categorias analíticas relacionadas às experiências adversas, às manifestações de violência e às dificuldades socioemocionais. Os resultados evidenciaram a presença significativa de experiências adversas na infância nos prontuários analisados, bem como registros associados à violência entre pares e à violência autoinfligida, incluindo casos de coexistência, indicando a complexidade das trajetórias. Conclui-se que a identificação precoce de sinais de risco no contexto escolar pode contribuir para estratégias mais efetivas de prevenção e promoção da saúde mental. Como produto técnico-tecnológico, desenvolveu-se uma estratégia de inserção social voltada à formação e à instrumentalização de educadores, com o objetivo de ampliar a compreensão sobre as experiências adversas na infância, seus efeitos cumulativos e sua associação com manifestações de violência. A proposta buscou qualificar o reconhecimento de sinais de risco e fortalecer respostas institucionais mais integradas, protetivas e corresponsáveis entre escola, família e rede de proteção. Destaca-se, por fim, que, embora as experiências adversas possam se acumular, a proteção também pode, constituindo elemento central na promoção de trajetórias mais saudáveis. [resumo fornecido pelo autor]
  • Uso de corretoras digitais de investimento no Brasil : fatores determinantes nas gerações X, Y e Z
    (2026-07-02) Santos, André Manquevick dos; Lazzari, Fernanda
    Nas últimas décadas, com a difusão da internet, dos computadores pessoais e dos smartphones, a relação entre investidores, bancos tradicionais, corretoras de investimento e demais instituições financeiras foi significativamente alterada, abrindo espaço para plataformas digitais que comercializam produtos antes restritos ao atendimento presencial. Apesar da crescente popularidade, pouco se sabe sobre quais fatores levam consumidores de diferentes gerações a adotarem plataformas digitais de investimento. Este estudo analisa os determinantes do uso de corretoras digitais de investimento pelas gerações X, Y e Z no Brasil, combinando o modelo UTAUT3 (Teoria Unificada de Aceitação e Uso de Tecnologia 3) com os construtos complementares imagem da marca, confiança, segurança e privacidade de dados e percepção sobre governo e regulação. A pesquisa adotou abordagem quantitativa, descritiva e transversal, operacionalizada por meio de survey eletrônico, com 471 respostas válidas, distribuídas da seguinte forma entre as gerações: Geração X (143), Geração Y (172) e Geração Z (156). Os dados foram analisados por modelagem de equações estruturais via mínimos quadrados parciais (PLS-SEM), incluindo análise multigrupo geracional. Os resultados demonstram que expectativa de performance, influência social, motivação hedônica, hábito, imagem da marca e segurança e privacidade de dados influenciam positivamente a intenção de uso. O hábito apresentou o efeito mais relevante sobre a intenção e foi o principal determinante do uso efetivo, enquanto a intenção de uso não exerceu influência significativa sobre esse comportamento. A imagem da marca foi o segundo antecedente mais expressivo da intenção de uso. A moderação geracional foi identificada apenas na relação entre imagem da marca e intenção de uso, com efeito mais intenso na Geração Z em comparação com a Geração Y. O estudo contribui ao integrar aceitação tecnológica, comportamento do consumidor financeiro e recorte geracional, oferecendo insumos para segmentação, comunicação, design de experiência digital e estratégias de confiança. [resumo fornecido pelo autor]
  • Desinformação nas eleições brasileiras: análise jurídica e estratégias de enfrentamento
    (2026-06-30) Barazzetti, Ricardo; Vanin, Fábio Scopel
    Este trabalho tem como objetivo analisar o impacto da desinformação nas eleições brasileiras. As redes sociais e plataformas digitais tornaram-se vetores massivos de disseminação de fake news, particularmente visível nas eleições de 2018 e 2022. Por meio do método de investigação de revisão de literatura, busca-se entender como as redes sociais influenciam o processo eleitoral brasileiro por meio da propagação de fake news, e quais instrumentos efetivos de enfrentamento se impõem para garantir eleições íntegras? O ordenamento jurídico brasileiro, fundamentado na Constituição Federal e legislações infraconstitucionais, fornece base para atuação proativa do Poder Judiciário, contudo, constatou-se que esses mecanismos jurídicos isolados são insuficientes para combater efetivamente a desinformação sem comprometer direitos fundamentais como a liberdade de expressão. Conclui-se que a solução reside em uma abordagem integrada e coordenada entre Estado, sociedade civil e plataformas digitais, combinando regulação ponderada, educação digital crítica, responsabilização das plataformas, fortalecimento de agências de fact-checking e participação popular. [resumo fornecido pelo autor]
  • Desenvolvimento de um adsorvente à base de engaço de uva e poli(vinil álcool) para remoção de safranina de matrizes aquosas
    (2026-05-22) Merck, Juliana Zanol; Giovanela, Marcelo
    A contaminação dos recursos hídricos pelos corantes altera a penetração da luz na água e apresenta riscos ao meio ambiente, relacionados à toxicidade e a potenciais efeitos cancerígenos para animais e seres humanos. Portanto, é imperativo desenvolver processos eficazes para a remoção desses contaminantes. Assim, este trabalho propôs o reaproveitamento do engaço de uva, um resíduo da indústria vitivinícola, na produção de um adsorvente compósito para remoção do corante catiônico safranina (SA) de matrizes aquosas. O resíduo foi associado ao poli(vinil álcool) (PVA), produzindo-se um material com proporção entre engaço de uva e PVA de 5:1, além de 6% m/mPVA 10% de glicerol e 2% m/mPVA de ácido cítrico, na forma de uma barra de 0,183 cm de espessura, cortada em quadrados de 1 cm². A análise de espectroscopia de absorção na região do infravermelho com transformada de Fourier evidenciou a contribuição do engaço de uva para a diversidade de grupos funcionais disponíveis na superfície do adsorvente, incluindo anéis aromáticos, grupos metóxi, hidroxilas e carbonilas. Por sua vez, a presença do PVA foi associada a um discreto aumento da estabilidade térmica do compósito em relação à biomassa, conforme indicado pelos resultados da análise termogravimétrica, bem como à maior suavidade da superfície e à possível obstrução de poros em comparação às partículas de engaço isoladas, de acordo com as micrografias de microscopia eletrônica de varredura por emissão de campo. O pH no ponto de carga zero determinado para o compósito foi de 4,02; portanto, a atração eletrostática entre as moléculas de SA e os grupos negativamente carregados presentes na superfície do adsorvente é favorecida em valores de pH > 4,02. O processo adsortivo foi otimizado para um tempo de contato de 240 min, pH inicial natural da solução de corante (~5,9), massa de adsorvente de 600 mg, velocidade de agitação de 180 rpm e concentração inicial de SA de 195 mg L-¹, a 25 °C. Nessas condições, obteve-se capacidade de adsorção de 10,56 mg g-¹e percentual de remoção de 65,03%. O estudo da cinética revelou melhor ajuste ao modelo reacional de Elovich, além de indicar a participação conjunta da difusão intrapartícula e da difusão externa no controle da cinética de adsorção. Quanto ao equilíbrio, obteve-se uma isoterma favorável, melhor representada pelo modelo de Sips. O estudo da termodinâmica classifica a adsorção como endotérmica, espontânea e física. O adsorvente também apresentou potencial para reutilização por pelo menos cinco ciclos, sendo regenerado com ácido acético 0,1 mol L-¹. O mecanismo de adsorção da SA pelo compósito foi atribuído à atuação conjunta da atração eletrostática e de diferentes interações intermoleculares, incluindo ligações de hidrogênio, forças de van der Waals e interações π-π entre os sistemas aromáticos do adsorvente e da molécula de SA. Dessa forma, o compósito apresentou capacidade de adsorção de SA e reusabilidade, com maior facilidade de recuperação e reutilização (comparado à biomassa livre) e menor consumo de PVA (em relação ao uso de filmes adsorventes), além de promover o reaproveitamento de um resíduo agroindustrial. [resumo fornecido pelo autor]
  • Viabilidade e eficácia preliminar de um protocolo de exercício de força por videoconferência em mulheres idosas
    (2026-07-28) Nascimento, Ana Paula Alves; Rech, Anderson
    O envelhecimento populacional reforça a necessidade de estratégias que favoreçam a manutenção da funcionalidade, da independência e da qualidade de vida das pessoas idosas. Nesse contexto, a utilização da videoconferência para a supervisão do treinamento de força representa uma alternativa capaz de ampliar o acesso a programas de exercício físico. O objetivo deste estudo foi avaliar a viabilidade, a segurança e a eficácia preliminar de um programa estruturado de treinamento de força supervisionado por videoconferência em mulheres idosas da comunidade. Trata-se de um estudo de viabilidade com delineamento de grupo único, realizado durante dez semanas, com duas sessões semanais. Participaram 38 mulheres com idade entre 60 e 74 anos. A viabilidade foi avaliada por meio das taxas de retenção, adesão, aderência, satisfação, tolerabilidade e ocorrência de eventos adversos. Como desfechos de eficácia preliminar foram avaliados desempenho funcional, equilíbrio, velocidade de marcha, força de preensão manual, sintomas depressivos e qualidade de vida. O programa apresentou elevada retenção (97,4%), adesão (87,3%) e aderência (87,0%), elevada satisfação, boa tolerabilidade ao exercício e ausência de eventos adversos. Além disso, observaram-se melhoras no desempenho funcional de membros inferiores, redução dos sintomas depressivos e melhora do domínio de saúde mental da qualidade de vida. Conclui-se que o programa de treinamento de força supervisionado por videoconferência mostrou-se viável, seguro e bem aceito por mulheres idosas, apresentando potencial para promover benefícios físicos e psicossociais e subsidiar o desenvolvimento de ensaios clínicos randomizados de maior escala. [resumo fornecido pelo autor]

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