Atividade física, capacidade funcional, composição corporal e medo de quedas em participantes do programa UCS Sênior

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2026-07-31

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Introdução e justificativa: O envelhecimento populacional representa um desafio para a saúde pública, devido às mudanças relacionadas à capacidade funcional, autonomia e qualidade de vida. A identificação de fatores associados à manutenção da funcionalidade e à prevenção de desfechos adversos é essencial para promover um envelhecimento saudável. Nesse contexto, a atividade física, a capacidade funcional, a composição corporal e o medo de quedas constituem aspectos relevantes, especialmente em pessoas inseridas em programas de envelhecimento ativo, que podem apresentar características aparentemente protetoras, mas não necessariamente homogêneas quanto à presença de vulnerabilidades. Objetivo: Investigar a associação entre atividade física, capacidade funcional, composição corporal e medo de quedas em pessoas com 50 anos ou mais participantes de um programa de envelhecimento ativo. Métodos: Foram realizados dois estudos transversais com participantes do programa UCS Sênior. O Estudo 1 investigou a associação entre medo de quedas e indicadores cognitivos, psicológicos e físicos. O medo de quedas foi avaliado pela Falls Efficacy Scale - International (FES-I Brasil), e também foram avaliados função cognitiva, sintomas depressivos, força de preensão manual, equilíbrio e desempenho funcional. O Estudo 2 investigou a associação entre nível habitual de atividade física e indicadores de desempenho funcional e composição corporal. A atividade física foi avaliada pelo Questionário de Atividade Física de Godin-Shephard, com classificação dos participantes em ativos e inativos. Foram avaliados velocidade de marcha, teste de sentar e levantar cinco vezes, Timed Up and Go, Escala de Equilíbrio de Berg, força de preensão manual e composição corporal por bioimpedância elétrica. Resultados: A amostra apresentou idade média de 64,6 ± 7,8 anos, com predomínio do sexo feminino (85,0%). No Estudo 1, 43,3% dos participantes apresentaram maior medo de quedas. Esse grupo apresentou pior desempenho cognitivo (diferença média ajustada = - 1,41 pontos; p = 0,031), maior presença de sintomas depressivos (diferença média ajustada = 1,33 pontos; p = 0,006) e menor força de preensão manual (diferença média ajustada = - 3,43 kg; p = 0,020) em comparação ao grupo com menor medo de quedas. Não foram observadas diferenças entre os grupos quanto ao nível de atividade física, comportamento sedentário e equilíbrio. No Estudo 2, os participantes fisicamente ativos apresentaram maior velocidade de marcha (p = 0,002), melhor desempenho no teste de sentar e levantar cinco vezes (p = 0,013) e maiores escores na Escala de Equilíbrio de Berg (p= 0,004). Também apresentaram menores valores de índice de massa corporal (p = 0,002), percentual de gordura corporal (p = 0,003) e massa gorda (p = 0,005). Não foram observadas diferenças quanto ao Timed Up and Go, força de preensão manual e massa magra. Conclusão: Mesmo em uma população inserida em um programa de envelhecimento ativo, foram observadas diferenças relacionadas ao medo de quedas e ao nível de atividade física. Maior medo de quedas esteve associado a pior desempenho cognitivo, maior presença de sintomas depressivos e menor força de preensão manual, enquanto a prática de atividade física esteve associada a melhor desempenho funcional e menor adiposidade corporal. Em conjunto, os achados indicam que participantes de programas de envelhecimento ativo apresentam heterogeneidade quanto a aspectos cognitivos, psicológicos, físicos, funcionais e de composição corporal. [resumo fornecido pelo autor]

Resumo

Introduction and rationale: Population aging represents a public health challenge due to changes in functional capacity, autonomy, and quality of life. Identifying factors associated with the maintenance of functionality and the prevention of adverse outcomes is essential to promote healthy aging. In this context, physical activity, functional capacity, body composition, and fear of falling are relevant aspects, particularly among individuals participating in active aging programs, who may present apparently protective characteristics but are not necessarily homogeneous regarding the presence of vulnerabilities. Objective: To investigate the association between physical activity, functional capacity, body composition, and fear of falling in individuals aged 50 years or older participating in an active aging program. Methods: Two cross-sectional studies were conducted with participants from the UCS Sênior program. Study 1 investigated the association between fear of falling and cognitive, psychological, and physical indicators. Fear of falling was assessed using the Falls Efficacy Scale - International (FES-I Brazil), and cognitive function, depressive symptoms, handgrip strength, balance, and functional performance were also assessed. Study 2 investigated the association between habitual physical activity level and indicators of functional performance and body composition. Physical activity was assessed using the Godin-Shephard Leisure Time Physical Activity Questionnaire, with participants classified as active or inactive. Gait speed, five-times sit-to-stand test, Timed Up and Go, Berg Balance Scale, handgrip strength, and body composition assessed by bioelectrical impedance analysis were evaluated. Results: In Study 1, 43.3% of participants presented higher fear of falling. This group showed poorer cognitive performance (adjusted mean difference = -1.41 points; p = 0.031), greater presence of depressive symptoms (adjusted mean difference = 1.33 points; p = 0.006), and lower handgrip strength (adjusted mean difference = -3.43 kg; p= 0.020) compared with the group with lower fear of falling. No differences were observed between groups regarding physical activity level, sedentary behavior, or balance. In Study 2, physically active participants presented higher gait speed (p = 0.002), better performance on the five-times sit-to-stand test (p= 0.013), and higher scores on the Berg Balance Scale (p =0.004). They also presented lower values of body mass index (p = 0.002), body fat percentage (p = 0.003), and fat mass (p = 0.005). No differences were observed regarding the Timed Up and Go, handgrip strength, or lean mass. Conclusion: Even in a population participating in an active aging program, differences related to fear of falling and physical activity level were observed. Greater fear of falling was associated with poorer cognitive performance, greater presence of depressive symptoms, and lower handgrip strength, whereas physical activity was associated with better functional performance and lower adiposity. Overall, the findings indicate heterogeneity among participants in active aging programs regarding cognitive, psychological, physical, functional, and body composition aspects. [resumo fornecido pelo autor]

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Fumagali, Jaqueline

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