O papel do estresse oxidativo na Doença de Crohn: uma revisão narrativa
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2020-12-09
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Introdução: A doença de Crohn (DC) faz parte de um conjunto de desordens inflamatórias do trato gastrointestinal de sintomatologia variada e caráter crônico. Evidências têm mostrado uma associação positiva entre estresse oxidativo e DC. Nesse sentido, diferentes biomarcadores estão sendo estudados, porém ainda não há consenso em relação aos resultados. Objetivo: Compilar os mais recentes estudos sobre o equilíbrio oxidante/antioxidante na DC em pacientes ativos e em remissão. Resultados: Dentre os biomarcadores, os relacionados à peroxidação lipídica foram os mais estudados na DC. Observou-se que, mesmo com a doença sob controle, pacientes remissivos continuam a apresentar níveis de estresse oxidativo (danos oxidativos à lipídeos e proteínas) altos e defesas antioxidantes (atividade de GPx e catalase) alteradas. Além disso, os níveis plasmáticos de selênio, um mineral com importante ação antioxidante, foram encontrados diminuídos nos pacientes,
independentemente do estágio da doença. Conclusão: Esses achados demonstram a necessidade de monitorar o paciente em relação aos biomarcadores de estresse oxidativo e de defesa antioxidante, especialmente em períodos de remissão, em que o paciente não apresenta sintomas, porém mantém as alterações oxidativo inflamatórias latentes. Os dados aqui discutidos poderão colaborar para a concepção e desenvolvimento de novas abordagens para pacientes com DC. [resumo fornecido pelo autor]
Resumo
Introduction: Crohn's disease (DC) is part of a set of inflammatory disorders of the gastrointestinal tract of varied symptoms and chronic character. Evidence has shown a positive association between oxidative stress and DC. In this sense, different biomarkers are being studied, but there is still no consensus regarding the results. Objective: To compile the most recent studies on the oxidant/antioxidant balance in DC in active and remission patients. Results: Among the biomarkers, those related to lipid peroxidation were the most studied in DC. It was observed that, even with the disease under control, remissive patients continue to present high levels of oxidative stress (oxidative damage to lipids and proteins) and antioxidant defenses (GPx and catalase activity). In addition, plasma levels of selenium, a mineral with important antioxidant action, were found to be decreased in patients, regardless of the stage of the disease. Conclusion: These findings demonstrate the need to monitor the patient for oxidative stress and antioxidant defense biomarkers, especially in periods of remission, when the patient does not have symptoms, but maintains latent oxidativeinflammatory changes. The data discussed here may contribute to the design and development of new approaches for patients with DC. [resumo fornecido pelo autor]
