Uma análise das crises econômicas de 1929 e 2008, sob a perspectiva da Escola Austríaca de Economia

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2025-12-01

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Esta pesquisa analisou comparativamente as crises econômicas de 1929 e 2008 a partir da Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos (TACE), com o objetivo de compreender como a expansão artificial do crédito, a manipulação das taxas de juros e intervenções institucionais contribuíram para a formação, agravamento e prolongamento dos ciclos de boom e bust. Adotou-se metodologia teórico-descritiva e comparativa, baseada em revisão bibliográfica ampla (Mises, Hayek, Rothbard e autores contemporâneos) e análise de dados históricos sobre agregados monetários e crédito. Os resultados apontam que, em ambos os episódios, políticas monetárias expansionistas e crédito barato distorceram os sinais intertemporais, estimulando malinvestments e expansão de setores não sustentáveis (bolha acionária nos anos 1920; bolha imobiliária e securitização em 2000-2007). A reversão das políticas (aperto de liquidez/elevação de juros) expôs investimentos insustentáveis e deflagrou a fase recessiva; as respostas governamentais — subsídios, resgates e estímulos — atenuaram sintomas, mas, segundo a interpretação austríaca, retardaram o ajuste e aprofundaram distorções de longo prazo. Conclui-se que a TACE oferece uma explicação coerente para as semelhanças estruturais entre 1929 e 2008 e indica a necessidade de disciplina monetária, formação de juros pelo mercado e limitação das intervenções como medidas essenciais para reduzir a recorrência de crises. [resumo fornecido pelo autor]

Resumo

This research conducted a comparative analysis of the 1929 and 2008 economic crises from the perspective of the Austrian Business Cycle Theory (ABCT), aiming to understand how the artificial expansion of credit, manipulation of interest rates, and institutional interventions contributed to the formation, worsening, and prolongation of boom-and-bust cycles. A theoretical-descriptive and comparative methodology was adopted, based on an extensive bibliographic review (Mises, Hayek, Rothbard, and contemporary authors) and analysis of historical data on monetary aggregates and credit. The results indicate that, in both episodes, expansionary monetary policies and cheap credit distorted intertemporal signals, fostering malinvestments and the expansion of unsustainable sectors (the stock-market bubble in the 1920s; the housing bubble and mortgage securitization in 2000-2007). The reversal of these policies (liquidity tightening / interest-rate increases) exposed unsustainable investments and triggered the recessionary phase; governmental responses — subsidies, bailouts, and stimulus measures — mitigated symptoms but, according to the Austrian interpretation, delayed adjustment and deepened long-term distortions. It is concluded that the ABCT provides a coherent explanation for the structural similarities between 1929 and 2008 and points to the need for monetary discipline, market-determined interest rates, and limits on interventions as essential measures to reduce the recurrence of crises. [resumo fornecido pelo autor]

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